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Mostrando postagens de agosto, 2025

Para Maria Sophia

Sophia, a tia é uma mera espectadora de toda sua trajetória dentro da barriga da sua mãe, mas sei o quanto você já é amada. Estamos no ano de 2025 e sabe-se lá se um dia você vai ler isso. Mas independente disso, no meu íntimo, eu desejo que você viva, Sophia. Viva muito e viva bem. Quando eu penso sobre quantas vezes a vida me fez pensar se eu seria capaz de realizar um sonho, de comprar algo que eu tinha muita vontade de comprar ou até mesmo de expressar um sentimento que era muito importante pra mim, vi como valeu a pena ter passado por tantos obstáculos que passei. E a vida, querendo ou não, é isso: sonhar, persistir e se jogar na vida, para aproveitar a oportunidade que temos de viver. Sophia, o mundo não tem sido um lugar fácil de se viver, de lidar. A violência tem tomado grandes proporções na nossa sociedade e junto a isso, tirando a chance de várias pessoas de bem de continuarem vivendo, de realizarem seus sonhos, de estarem juntos à sua família e celebrarem a simplicidade que...

Céu em chamas

Quase todos os dias eu vejo o céu pegando fogo.  Dentro de casa eu fico no meu mundo e às vezes parece tudo mais cômodo pra mim, mas é preciso sair pra trabalhar, pra ir ao médico, resolver nossos problemas, e o principal: viver.  Esses pequenos detalhes que vejo no raiar do dia me fazem lembrar de épocas e épocas que vivi no fundo do poço: a gente não tem esperança nenhuma de sair, se acostumar com a escuridão, com a solidão, com o sono constante, com os próprios pensamentos - e muitas vezes, pensamentos ruins. Ver a vida por uma nova perspectiva ainda é estranho pra mim, porque o tratamento médico dos meus problemas inibe um pouco dos meus sentimentos e da minha intensidade. Mas percebo que não foram suficientes para apagar de mim aquela vontade de escrever qualquer coisa sobre uma coisa qualquer kk  Talvez o pensamento acelerado me deixe empolgada, a ponto de não saber exatamente o que escrever, mas uma certeza eu tenho: os pequenos sinais da vida, do divino, as manife...

O que vem depois?

AVISO: Esse é um texto bem longo. Pegue sua bebida preferida e se deleite. Desde o começo do mês de agosto essa pergunta vem ecoando na minha cabeça... Em julho foi tudo muito intenso: os ajustes, reajustes, defesa, entrega e aceite do TCC na biblioteca; encerramento de semestre na faculdade, no trabalho e o recesso que só consegui descansar na segunda (e última) semana de folga; aquele velho sentimento que divido com meu eu interior que “estou negligenciando tempo”, quando o que eu mais devia era simplesmente me desligar do celular e do mundo para respirar e me reconectar. Tentei. Mas já foi. O ciclo da graduação está enfim se encerrando. Em meio a pressões vindas de todo lado, de comentários que “ela sonha pouco”, ter que aturar terceiros querendo apressar coisas que só eu deveria me preocupar, desviadas de stress alheio, vozes em volume moderadamente alto e portas batendo, chegou o momento de eu focar em mim mesma, mesmo que mais uma vez venham mais críticas destrutivas. Toda camin...