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Processos

Então... me peguei pensando que tudo na vida são processos. Qualquer coisa que você precisa fazer, ou decida fazer, tem todo um processo pra que se concretize. Eu sei que é uma merda ter que passar por burocracias ou desapegos, porque nada acontece de uma vez só porque a gente quer (e isso é uma pena), mas o que me conforta é que o resultado vai vir, mesmo com todo o caminho que a gente tem que andar, labutar, se arrastar, chorar e quase desistir... um dia a gente chega lá. Mais especificamente, eu pensei em como é o processo de desaparecer da vida de alguém. Infelizmente (como eu disse) não pode ser de uma hora pra outra, da noite pro dia. Tem que ser aos poucos. É muito legal a gente conhecer pessoas que parecem com a gente, que tem uma alma cheia de luz ou que simplesmente se identifica com a gente por alguma situação parecida que foi vivida - mesmo que em épocas diferentes. A questão é que, da mesma forma que existem pessoas que queremos que saiam da nossa vida e não podem sair, as...

Não é todo dia

O primeiro mês do ano tá acabando. Depois de meses seguidos usando esmalte, vou passar essa semana sem minha vaidade e já vejo as unhas amareladas, como quem tivesse passado a vida toda com unhas vermelhas (mas nem sempre vermelhas).  Ontem foi minha punção e eu fiquei bem assustada. Estar numa mesa de cirurgia sempre me deixa assustada, lembrei de quando operei a coluna e passei umas 7h apagada, e quando acordei, era uma nova pessoa - ou um novo x-men, como você desejar nomear. Mas dessa vez foi algo "momentâneo". Meu cisto foi drenado e por mais que tenha passado a manhã no hospital, quando voltei pra casa e me olhei no espelho sem roupa, eu me senti eu de novo. O cisto não foi retirado, mas a amostra necessária pra saber o que tem ali já foi e por incrível que pareça, ele parece já estar crescendo novamente, mas só de saber que não é nada grave, eu fico feliz. O alívio que tenho tido sem tanto volume me deixa um pouco (muito) em paz.  Mais uma vez me impressionei com tanto...

Vai doer

Eu sei que vai doer, porque já tá doendo desde que recebi aquele telefonema. Sei que estava disposta a recebê-lo, demorou e com a ajuda de um amigo, consegui agilizar todo o processo da punção (obrigada, milord). Não gosto de pensar na afirmativa de "estou doente", mesmo que seja um estado. É doloroso pensar isso, mas é a realidade. Ainda não sei de quê, mas estou doente já tem meses e agora talvez consiga descobrir do que, e como acabar com isso. Pensei que depois do TCC no ano passado, a vida daria uma trégua do caos, mas me enganei e fui levando da melhor maneira possível. Tive ascensão no trabalho, decepções no amor, festinhas e saídas pro shopping e pedaladas na beira da praia. Mas no meio disso tudo tinha dor, desconforto, incômodo e uma bola de pingue-pongue que foi pra uma bola de tênis em 3 meses... A data do exame foi marcada ontem, alguns exames ainda precisam ser feitos e me sinto com 20 anos de novo, me preparando pra um "fim" que já vem passando por vá...

Eu quero. Me encontre.

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Recomendo que você dê play. E siga a leitura. Existem tantas coisas no mundo que eu quero, que não só eu quero. Mas falando especificamente de mim, eu tenho tantas prioridades antes de qualquer outro prazer, que talvez não me sinta tanto no direito de sentir o que eu sinto. Mas quero, quero muito.  Quero você. Você que tem o abraço tão acolhedor, a altura perfeita pra mim; você que tem o olhar tão doce e ao mesmo tempo revolto feito o mar em tempestade, em maré alta... Eu não sei que cor você mais gosta, se tem uma banda preferida, se tem um autor de poesias ou romance que mais te encanta, mas é você quem eu quero. Você, que eu espero encontrar em um dia (ou dois) da semana, pra esquecer toda a correria que foi a semana, ou pra lembrar as coisas que me fizeram rir durante as frequências dos alunos e as reflexões das senhorinhas que tenho contato. Você, que também tem sua vida, suas alegrias, suas individualidades, seus amigos, seus ídolos e seus sonhos, mas que me escolheu. Escolhe...

Um quadro-branco, por favor

Comecei meu projeto de "caderno de sentimentos". Um novo amigo me mandou um vídeo semana passada dizendo que ia experimentar fazer um caderno de sentimentos e me perguntou se eu já tinha feito algo parecido. Não é novidade pra ninguém que eu vivo escrevendo ou rabiscando em qualquer pedaço de papel que encontro e antes mesmo de existir esse termo, escrevia nos meus bloquinhos de papel ou cadernos pequenos, que dessem pra carregar na bolsa, pra não deixar nenhum sentimento ou sensação se perder. Esses dias me veio aquele questionamento de novo, do porquê de eu não ter nascido uma pessoa comum como as várias que já existem. Não veria problema algum em ter alergia a algo, fosse poeira ou detergente, mas queria que meu psicológico fosse legal e que não tivesse desenvolvido nenhum transtorno. O que eu acho mais legal de escrever sobre mim é ler depois. Estar em um momento mais brando e conseguir me entender faz me faz sentir que eu nunca estive sozinha de fato como eu achava que e...

Zerado novamente

Nunca tinha chorado tanto em uma virada de ano - e espero que só na virada. Ontem a cidade parecia mais uma vez cenário de pandemia - ou cenário de ressaca. As ruas estavam vazias, os semáforos com as cores mais nítidas, sem trânsito, sem buzinas, sem supermercados abertos e até a farmácia perto de casa, que é 24hrs, só tinha uma porta aberta. Mas os hospitais estavam abertos... O calendário zerou novamente. Aqueles relógios digitais de rua indicavam 01/01. Dá realmente a impressão que eu ganhei mais uma chance. 2025 foi um ano tão conturbado pra mim que eu nem gosto de lembrar, principalmente porque foi escolha minha viver tudo o que eu vivi. Nada de vitimismo aqui, também tive parcela no meu sofrimento. Para além dele, eu pude ver o quanto sou uma mulher potente, mas se pudesse voltar atrás, escolheria reconhecer isso de outra forma. Queria poder dizer que nesse novo ano eu vou ser uma pessoa mais racional, sem tanto sentimentos correndo nas minhas veias, mas eu sou a Joice que sab...

A pessoa mais fantástica do mundo

É a sós que nós temos nossos momentos de mais reflexão. E de devaneios. Tá claro pra várias pessoas que me conhecem que o natal é de longe (e de perto) a data que eu menos gosto, mas esse ano não foi tão problemático pra mim. Tirando o calor, as dores e os fogos de madrugada, foi tudo muito bem, eu e minha companheira de todo dia nos alimentamos bem, dormimos bem. E sobrevivemos a mais um natal nessa metrópole. Comprei um vinho ontem e só tomei 2 goles, o que também não é novidade pra mim - meu organismo tem gostado cada vez menos da sensação de álcool, mas quem não gosta de experimentar algo diferente nessas datas comemorativas, não é? 6 dias para 2025 acabar e acho que estou bem. Eu não sou a pessoa mais fantástica do mundo, mas tenho sido o melhor que posso ser pra mim mesma. Hoje tirei um tempo livre para sair com a Tetê por aí, deixando ela me conduzir para onde ela queria ir, com o tempo que ela quisesse. Não durou muito tempo, infelizmente ela é bem cômoda com os lugares que já ...

Silêncio

Sinto que é um momento de permanecer em silêncio. Estou de recesso, e por mais que isso seja significado de pausa, tô correndo contra o tempo. Tirei o link desse blog do meu perfil do instagram, num sei se quero que as pessoas de lá me percebam, ou deixar exposto algo que as pessoas não ligam. Talvez eu passe um tempo escrevendo por aqui sem divulgar a alguém que tô escrevendo. Acho que essa é uma forma de "permanecer em silêncio". Costumo dizer que sou uma pessoa anônima, mas gosto de escrever e adoro saber que alguém já leu meus textos, por mais que as vezes eu não ache eles interessantes. A pré-estação chuvosa chegou em Fortaleza e os dias parecem mais mórbidos porque tá quase sempre nublado. Quente e nublado, em tempo de cair um balde d'água na nossa cabeça a qualquer momento. Ora o sol decide sair, ora ele se esconde e eu só queria ter um recesso sem sair de casa, mas já é terça-feira e sai em todas as manhãs desde então. A vida tem me exigido paciência pra muita coi...

Teorias de 2025 e a vida real

Tenho a impressão de já ter escolhido esse tema "vida real" esse ano aqui no blog, mas ok. Vamos de novo falar sobre isso porque é o que me resta, com tantas vivências diferentes que tenho tido. Hoje eu cai numa teoria da internet que diz que os relacionamentos que conseguirem sobreviver ao ano de 2025 podem suportar qualquer tipo de adversidade nos próximos anos, tudo isso por conta de numerologia. Bem, eu nunca fui de estudar sobre essas coisas, sigo mais o lado científico de tudo, mas com toda certeza posso dizer que esse ano tem sido bem diversificado de acontecimentos, momentos e situações, o que me faz pensar que não são só os relacionamentos que podem suportar qualquer adversidade se sobreviverem ao caos que 2025 está tendo. Eu por exemplo, particularmente se eu conseguir superar a maioria das minhas questões pessoais até o final do ano, vou ser um ser humano sei lá, 99% melhor e pra isso o pobre do meu terapeuta tem recebido mensagens minhas sem turno certo, sem hora ...

Fora da internet

Ontem não tomei tanto café, e dormi mais cedo. A vida fora da internet tem sido mais movimentada do que imaginei. Não tenho ligado tanto pra escrever por aqui, mas permaneço escrevendo à moda antiga, em cadernos ou qualquer pedaço de papel. Tenho me virado nos 30 porque o terapeuta está de férias, mas isso não quer dizer que tem sido ruim. O fato é que em algum momento a vida ia acontecer como tem acontecido: compromissos corridos no trabalho; a vida pessoal voltando ao normal depois de quase 10 anos na universidade; os desafios diários como dar atenção à Ártemis, ser dona de casa, conviver com minha irmã, administrar meus sentimentos e retomar os meus hobbies... Muita coisa, fora a saúde física que eu tenho tido mais atenção, e até mesmo preocupação. Meu coração anda mais calmo, e talvez tenha sido esse motivo que me fez escrever hoje, antes que todo mundo chegasse no trabalho: eu tenho sido feliz. Tenho me descoberto como uma pessoa boa para se relacionar, que empatia não quer dizer ...