As quedas da vida
Queria que minha vida fosse carregada de menos emoções.
Maio foi super corrido, com algumas surpresas, e o começo de junho com um baita susto...
O cisto deu as caras novamente e dessa vez veio pra testar minha resiliência, autocontrole, superação e reforçar quem realmente está ao meu lado. Da mesma forma que existe minha irmã falando que minhas dores e perna dormente não tem nada a ver com passeio de cachorro, tenho meus amigos perguntando semanalmente como está minha perna, como estão as dores, se eu preciso de ajuda e torcendo pelos processos. Tenho um homem ao meu lado que é uma benção, me fazendo massagem, me fazendo companhia no hospital e indo pra consulta comigo. Apesar de qualquer dor, eu sinto tanta gratidão por ter pessoas capazes de serem família ao meu lado, que meus olhos marejam só de pensar.
Segunda-feira acabei me envolvendo em uma situação complicada e fui levada urgentemente pro hospital. Só consegui tomar proporção quando estava no chão sentindo (muita) dor, e meus amigos do trabalho foram os primeiros a me amparar (obrigada Aramis, Mona e João). Até chegar no hospital foi tempo, mas lá até que fui bem tratada. As coisas demoraram um pouco, mas não posso deixar de falar que tinha alguém por mim, o tempo todo, brigando pra que olhassem pro meu problema e fizessem algo pra amenizar minhas dores (obrigada milord, você é incrível). E eu também tive apoio moral mesmo que à distância (obrigada Ronaldo).
Passado todo esse momento de tensão, posso dizer que já tenho radiação pro resto do ano todo, um dreno até o final da semana, nenhuma dor na perna e um feriado pra planejar quais são os próximos passos pra conseguir tirar os cistos que tenho (agora são 2!). Acho que consegui drenar pelo menos a metade do líquido que tinha e isso é ótimo (apesar da sensação esquisita de ter algo dentro de mim que logo vai sair - e acho que vai doer tirar).
O que eu tiro de lição sobre os primeiros dias de junho é que acho que ainda tenho muito tempo pra viver 😅 As vezes as coisas acontecem sem um controle nosso. Mesmo que venham as dores, os sustos, se a gente sobrevive às quedas e tem pessoas que nos amam de verdade ao nosso lado, é possível a gente se reerguer. Já carreguei e essa semana já fui carregada; já socorri e agora fui socorrida; já dei minhas mãos e dessa vez minhas mãos foram amparadas... Quando penso em toda essa situação como um todo (seja queda, dores, medo e derivados), eu só consigo chorar e agradecer a Deus por todas as pessoas que me ajudaram e vêm se preocupando e me ajudando. Queria poder abraçar todos de uma vez só e dizer que eu sou uma pessoa rica - e não tô falando de dinheiro.
Sem muitos detalhes, uma foto do que foi a minha segunda-feira, 1º de junho. Obrigada a todos os envolvidos, Deus abençoe e cuide de cada um.
Assinado, Joice.
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| Obrigada por estar ao meu lado. |

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