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Mostrando postagens de março, 2020

11º dia

Dia 16/03 fui pra uma aula de campo da disciplina de Topografia do Prof. Sílvio de Morais, pra Pacoti, a empolgação era total. Quando chegamos lá (só 6 alunos, contando comigo), soubemos que a UECE entrou em quarentena junto com outros órgãos ligados ao Governo do Estado. O Covid-19, mais conhecido como "Coronavírus" chegou no Brasil e já tinha chegado no Ceará, com direito a 3 casos confirmados no domingo à noite. Eu até achei que a aula de campo ia ser cancelada mas o professor não suspendeu e acho que pra nós (principalmente pra mim) foi o melhor que ele fez, porque foi só um dia mas foi um dia diferente. Quando eu cheguei em Fortaleza, o inferno começou. A minha irmã já tava em casa com a individualidade dela de sempre e que eu resolvi não questionar mais há muitos anos, nem mesmo tentar contato. De cara já cheguei e tomei um calmante porque sabia que ia ter que correr pra resolver as últimas coisas antes que tudo fechasse. Sim, tudo ia fechar. Não ia mais ter aula na ...

A faculdade depois da crise

Nunca é fácil dizer pra um professor meu o que aconteceu na aula anterior, pra justificar porque eu faltei e hoje eu tive que falar isso pra uma das professoras mais temidas do curso. A tia Lúcia (como eu gosto de chamar), mais conhecida como Lúcia Bruta (como a maioria dos colegas de curso gostam de chamar) foi super receptiva comigo. A gastrite nervosa ataca quando eu fico nervosa (obviamente) e eu logo fico enjoada e com a boca do estômago dolorida, foi o que aconteceu na terça-feira passada, fora a vontade imeeensa de ficar deitada no tapete da sala sem a TV ligada, olhando pro teto ou simplesmente dormir. Dormir, dormir e dormir. Fico me perguntando porque o sono constante é uma característica e sintoma tão forte e presente da depressão. Hoje mesmo eu acordei com a sensação e aparência de olhos inchados como se tivesse chorado horrores, mas não, foi só uma noite que eu não senti sono. Tomei o remédio que o novo psiquiatra passou (Dr. Tony, que tem vício de passar a mão na cabeça)...

Siga em frente

Já estamos em março, o ano tá realmente pegando impulso pra correr. Toda vez que alguém fala "vida que segue", "siga em frente", "segue o baile", a gente escuta de uma forma meio debochada, mesmo que seja vindo da pessoa que a gente mais ama. Entretanto, hoje estava conversando com a minha mãe e tive que parar um pouco pra "sentir" o contexto da conversa e ver que aquela frase, e somente ela, cabia ali dentro... Vida que segue. Quantas vezes a gente não fica com aquele nó na garganta, aquela dúvida batendo forte na cabeça como se tivesse algo muito errado e a gente não sabe exatamente o porquê, leva como se fosse uma normalidade e não é?! Quantas vezes eu ou você achamos que se acomodar seria o mais conveniente, já que a vida nos maltratou tanto a ponto da gente encontrar alguém que nos dá carinho e independente do resto, a gente só quer se amufinar ali e não sair de lá, não se importar mais com o que tá acontecendo com o mundo? Pois é, mas ...