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Mostrando postagens de maio, 2022

O lado oposto da calçada

Segunda-feira é um dia tããão besta, é tipo um domingo nº 2. Hoje foi um dia praticamente normal, mas novo para mim por ter tempo de fazer as coisas que eu tenho e devo fazer. Independente do que eu vá fazer no dia, a Ártemis (minha dog) sempre tem o horário dela para passear e eu como tutora, tenho o dever de ir com ela. Mas pra ela, hoje, foi um dia atípico. Ártemis na hora do passeio adora uma rotina, andar sempre do mesmo lado da calçada e quando chega perto de um local mais movimentado ou com barulho, ela quer voltar e eu acabo mudando de calçada pro passeio durar mais tempo. E então vamos voltando pra casa. Só que hoje ela decidiu fazer diferente. Hoje minha cachorrinha decidiu mudar os costumes dela, se dar uma oportunidade de conhecer novos horizontes, mesmo que esse horizonte fosse o lado oposto da calçada que ela costuma sempre andar e cheirar. Antes de procurar adestramento, confesso que eu era meio bruta e puxava ela pra onde eu queria que ela andasse e ela ia cheia de medo ...

Cavar

Hoje eu tomei mais uma das minhas iniciativas, levantar ao menos uma vez com o pé direito e pensar que as coisas vão dar certo daqui pra frente, mesmo com tantas outras coisas dolorosas acontecendo (mais uma vez) de uma vez só, fugindo do meu controle. Mas um novo rumo eu posso dar...  Hoje eu viajei para um bairro e uma rua que eu nunca mais tinha ido, passei por casas que já frequentei e quase até morei. Histórias, várias vidas e histórias envolvidas. Durante todo o caminho de mais ou menos 1h eu fui sentindo cada passo, cada pedra, cada buraco nas calçadas e por onde o ônibus ia passando. Eu olhei para o sol, senti ele na minha pele limpa e riscada. Senti que deveria ir. Era algo necessário e inadiável. Quando perdas e mortes passam pela nossa vida, é tempo de parar e pensar, de sentir a dor e se deixar doer, para o corpo sentir o que a vida proporciona a poucos: a capacidade de sentir. E é algo inevitável. Deixar-se sentir. Se algo que você faz parece inconvertível, ore. Ore pa...

Alívio e dor

Ouça a música que você mais gosta no momento, no volume máximo do seu notebook ou celular. É o que você pode fazer agora por si mesmo, um simples prazer antes que venha uma onda repentina e abale seu equilíbrio, a paz da sua vida e da sua casa, do seu lar e da sua família. E de todos que amam a uma pessoa que do nada se vai, que do nada a vida decide levar. A morte é algo natural e óbvia, porém não deixa de ser dolorosa e uma abertura para recordar as lembranças. Para os espíritas, a morte não é o fim da vida, é apenas uma experiência que todos nós, seres que temos vida, passamos. Por isso, em praticamentre todas as obras espíritas utiliza-se o termo "passagem", o outro passa de uma experiência de vida para outra experiência, só que sem o corpo físico. Você tinha 12 aninhos, era uma criança para nós, sempre foi. Mas para sua espécie, você tinha mais que isso, já era uma idosinha, que mesmo com suas limitações nos deixava muito feliz com sua existência, sua vitalidade e força ...

Para a pessoa que desbloqueei

Essa carta é (mais uma vez) pra você, que já bloqueei de todas as formas de contato que poderia ter. Talvez você nunca vai ler o que eu escrevi, mas eu te desbloqueei e foi o melhor que eu pude fazer para o meu recomeço. Confesso que eu venho pensando em escrever isso já faz alguns dias ou até semanas, mas o que aconteceu esse fim de semana foi enfim algo que me impulsionou a colocar tudo pra fora, mas de forma consciente de que não vou me arrepender como me arrependi de ter escrito a carta anterior. Pedir desculpas talvez não adiante, mas sinto que devo começar assim: Me desculpe. Há quase 1 mês a minha vida mudou, por minha causa mesmo, decisão minha e talvez você já saiba de alguma coisa, afinal, eu te desbloqueei. Mas o que você não sabe, é que o superficial que eu contei não equivale à 1/3 do que realmente aconteceu ou o que eu senti e sinto até agora. As coisas não vinham acontecendo comigo como se toca um instrumento de uma banda: uma corda de cada vez, um tambor de cada vez... ...

Para Cássio, que se chama Arthur

Hoje é aniversário de uma pessoinha que eu praticamente vi nascer, mesmo não estando presente durante a gestação dele. Um menino que é a cara do pai, que sempre foi amado por ele e que é o orgulho dele. Em 2013, quando você estava na barriga da sua mãe, seu pai queria muito que você se chamasse Cássio, mas infelizmente sua mãe não concordou. Houve um debate intenso com relação à isso pois ela estava se sentindo sozinha, achava que seu pai ia casar com ela porque ela estava grávida de você, mas  o mundo não é tão fácil assim como muitas pessoas pensam. O mundo não gira em torno de nós, costuma ser cruel as vezes e nós, seres humanos, temos muitas vezes que nos adaptar ao momento em que estamos passando, seja ele bom ou ruim. Hoje você completa 9 anos, já faz tanto tempo. Lembro como se fosse ontem eu e seu pai planejando seu chá de fraldas, as lembrancinhas, docinhos e salgados. E eu lembro das vezes que ia na farmácia comprar remédio pra dor de cabeça e via um mordedor de borracha ...

Pertencer

Pertencer... essa palavra há dias não me sai da cabeça, até que hoje eu decidi procurar no dicionário o que realmente ela significa. PERTENCER Ser propriedade de alguém; Ser parte de; Estar contido em; Ser da competência ou atribuição de alguém. Pensando por um lado, os vários significados de pertencer estão inclusos cotidianamente em nossas vidas, mas parando para pensar um pouco no individual, será quen nós pertencemos a algum lugar? Todos os dias eu levanto no mesmo horário, com o intuito de fazer o trabalho que me pertence fazer. E no decorrer dessa viagem vejo várias pessoas, que pertencem a vários lugares diferentes dos que eu costumo andar, ou que eu nem imagino que possam existir. Eu penso nas pessoas e penso no mundo, em como ele é, no que pertence à ele e a quem ele pertence, porque sim, o mundo é fracionado em várias partes as quais muitas pessoas acham que pertencem à elas. E nós, pertencemos à quem? Isso talvez seja um questionamento filosófico sem contexto, sem uma razão ...

Sonhos verdes

Hoje vou te convidar para pensar em uma pessoa que já teve 24h dos seus dias livres, para fazer as coisas que tinha obrigação de fazer na hora que quisesse e no dia da semana que quisesse. Esse alguém era eu, neste mesmo período do ano, só que em 2021 kkk As vezes nem parece que estamos em 2022, essa pandemia bugou meu relógio biológico, mas isso não quis dizer que eu tive o direito de parar no tempo ou na vida para digerir tudo no meu tempo. O tempo não para e não perdoa, a gente tem que simplesmente seguir o curso da vida. E foi o que eu fiz. Ultimamente eu tenho tido meu tempo 95% preenchido de obrigações e tarefas que foram pensadas para me levar mais longe a um médio prazo da minha vida e disso eu não me arrependo, apesar de tudo estar sendo uma correria. Até sonhar tem sido escasso! Mas sempre que eu tenho um sonho estranho, digo num sentido de aparecer alguém que eu não tenho mais contato ou que anda sumido pelo fato de eu estar sumida, eu fico alerta. Essa noite foi uma dessas ...

Notícia do fim do mundo

As últimas semanas tem sido uma correria só e eu sei que não tem sido assim só pra mim. Mas hoje resolvi falar de mim. Alguns dias atrás eu vinha sentindo um entalo abaixo da garganta e achei que, pelo meu emocional estar abalado, poderia ser meu psicológico devido os últimos acontecimentos. Mas minha mãe não deixava de dizer para eu ir ao hospital ou um clínico e relatar o que estava acontecendo comigo. Bem relutante com a ideia dela eu estive, até não aguentar mais essa sensação de que tinha uma laranja no meu esôfago. Chegando no clínico, ele examinou minha respiração, coração, conversei sobre os últimos acontecimentos e pasmem, ele pediu o telefone da minha psicóloga. Eu não sei exatamente o porquê, mas eu dei. Perguntou os medicamentos que eu estava tomando para depressão e ansiedade, eu passei o nome e as miligramas. E logo depois disso, me direcionou a um otorrino e gastroenterologista, com um monte de guias pra fazer exames de sangue e um rx do tórax. Lá vou eu fazer esse monte...