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Mostrando postagens de janeiro, 2026

Não é todo dia

O primeiro mês do ano tá acabando. Depois de meses seguidos usando esmalte, vou passar essa semana sem minha vaidade e já vejo as unhas amareladas, como quem tivesse passado a vida toda com unhas vermelhas (mas nem sempre vermelhas).  Ontem foi minha punção e eu fiquei bem assustada. Estar numa mesa de cirurgia sempre me deixa assustada, lembrei de quando operei a coluna e passei umas 7h apagada, e quando acordei, era uma nova pessoa - ou um novo x-men, como você desejar nomear. Mas dessa vez foi algo "momentâneo". Meu cisto foi drenado e por mais que tenha passado a manhã no hospital, quando voltei pra casa e me olhei no espelho sem roupa, eu me senti eu de novo. O cisto não foi retirado, mas a amostra necessária pra saber o que tem ali já foi e por incrível que pareça, ele parece já estar crescendo novamente, mas só de saber que não é nada grave, eu fico feliz. O alívio que tenho tido sem tanto volume me deixa um pouco (muito) em paz.  Mais uma vez me impressionei com tanto...

Vai doer

Eu sei que vai doer, porque já tá doendo desde que recebi aquele telefonema. Sei que estava disposta a recebê-lo, demorou e com a ajuda de um amigo, consegui agilizar todo o processo da punção (obrigada, milord). Não gosto de pensar na afirmativa de "estou doente", mesmo que seja um estado. É doloroso pensar isso, mas é a realidade. Ainda não sei de quê, mas estou doente já tem meses e agora talvez consiga descobrir do que, e como acabar com isso. Pensei que depois do TCC no ano passado, a vida daria uma trégua do caos, mas me enganei e fui levando da melhor maneira possível. Tive ascensão no trabalho, decepções no amor, festinhas e saídas pro shopping e pedaladas na beira da praia. Mas no meio disso tudo tinha dor, desconforto, incômodo e uma bola de pingue-pongue que foi pra uma bola de tênis em 3 meses... A data do exame foi marcada ontem, alguns exames ainda precisam ser feitos e me sinto com 20 anos de novo, me preparando pra um "fim" que já vem passando por vá...

Eu quero. Me encontre.

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Recomendo que você dê play. E siga a leitura. Existem tantas coisas no mundo que eu quero, que não só eu quero. Mas falando especificamente de mim, eu tenho tantas prioridades antes de qualquer outro prazer, que talvez não me sinta tanto no direito de sentir o que eu sinto. Mas quero, quero muito.  Quero você. Você que tem o abraço tão acolhedor, a altura perfeita pra mim; você que tem o olhar tão doce e ao mesmo tempo revolto feito o mar em tempestade, em maré alta... Eu não sei que cor você mais gosta, se tem uma banda preferida, se tem um autor de poesias ou romance que mais te encanta, mas é você quem eu quero. Você, que eu espero encontrar em um dia (ou dois) da semana, pra esquecer toda a correria que foi a semana, ou pra lembrar as coisas que me fizeram rir durante as frequências dos alunos e as reflexões das senhorinhas que tenho contato. Você, que também tem sua vida, suas alegrias, suas individualidades, seus amigos, seus ídolos e seus sonhos, mas que me escolheu. Escolhe...

Um quadro-branco, por favor

Comecei meu projeto de "caderno de sentimentos". Um novo amigo me mandou um vídeo semana passada dizendo que ia experimentar fazer um caderno de sentimentos e me perguntou se eu já tinha feito algo parecido. Não é novidade pra ninguém que eu vivo escrevendo ou rabiscando em qualquer pedaço de papel que encontro e antes mesmo de existir esse termo, escrevia nos meus bloquinhos de papel ou cadernos pequenos, que dessem pra carregar na bolsa, pra não deixar nenhum sentimento ou sensação se perder. Esses dias me veio aquele questionamento de novo, do porquê de eu não ter nascido uma pessoa comum como as várias que já existem. Não veria problema algum em ter alergia a algo, fosse poeira ou detergente, mas queria que meu psicológico fosse legal e que não tivesse desenvolvido nenhum transtorno. O que eu acho mais legal de escrever sobre mim é ler depois. Estar em um momento mais brando e conseguir me entender faz me faz sentir que eu nunca estive sozinha de fato como eu achava que e...

Zerado novamente

Nunca tinha chorado tanto em uma virada de ano - e espero que só na virada. Ontem a cidade parecia mais uma vez cenário de pandemia - ou cenário de ressaca. As ruas estavam vazias, os semáforos com as cores mais nítidas, sem trânsito, sem buzinas, sem supermercados abertos e até a farmácia perto de casa, que é 24hrs, só tinha uma porta aberta. Mas os hospitais estavam abertos... O calendário zerou novamente. Aqueles relógios digitais de rua indicavam 01/01. Dá realmente a impressão que eu ganhei mais uma chance. 2025 foi um ano tão conturbado pra mim que eu nem gosto de lembrar, principalmente porque foi escolha minha viver tudo o que eu vivi. Nada de vitimismo aqui, também tive parcela no meu sofrimento. Para além dele, eu pude ver o quanto sou uma mulher potente, mas se pudesse voltar atrás, escolheria reconhecer isso de outra forma. Queria poder dizer que nesse novo ano eu vou ser uma pessoa mais racional, sem tanto sentimentos correndo nas minhas veias, mas eu sou a Joice que sab...