Enfim, o fim!
Não tão distante da última vez que escrevi, venho mais uma vez aqui contar minha experiência de vida que foi resultado de praticamente 2 anos de estudo. Esta é uma postagem sugerida por uma pessoa que é especial pra mim, um amigo que eu jamais pensei em ter, e que tem grande parcela no meu título de especialista.
Em 2021 eu conclui minha graduação em Geografia e pra mim foi um momento muito feliz, apesar de estar confinada em casa por conta de uma pandemia e não ter tido a formatura que pensei, junto com meus colegas comemorando que a nossa luta valeu a pena. Depois disso eu arrumei um emprego que nem era na minha área mas gostava e surgiu a oportunidade de fazer uma pós-graduação em Geoprocessamento, uma disciplina da graduação que eu gostei bastante mas não teve muito aprofundamento porque enfim, em 4 meses num se aprende tudo em 17 aulas. Ou você se se aprofunda em outro curso, ou aprende na marra no cotidiano da profissão e naquele momento, o que me cabia era continuar estudando, principalmente pela oportunidade de não afetar a semana de trabalho (o curso era aos sábados).
Eu tive incentivo da minha mãe, ajuda financeira do meu pai e lá foram vários meses compartilhando de aulas ora presenciais, ora online (porque ainda tiveram picos de covid em 2022). Confesso que eu não me via muito nesse meio de trabalhar com sistemas de informações geográficas, fazendo mapas (porque a maioria acha que saber geoprocessamento é só fazer mapas -nope) e analisar o meio ambiente. Foi bem mais que isso. Eu conheci pessoas de outras áreas, de idades diferentes da minha, que já são mestres ou que já trabalham nessa área e os trabalhos (que a maioria eram em equipe) me fizeram aprender bastante. E quando chegou agosto de 2023, veio a época mais temida: o TCC. Tá bom que não é um bicho de 7 cabeças, é so um Fofo do Harry Potter, gente 😊 e todo mundo lá falando que ia fazer uma análise de um recorte espacial da bacia de rio tal, de área X, até que chegou minha vez de falar e o que eu pensei de cara foi fazer algo relacionado ao Pibid, que era o que eu vivia com intensidade naquele momento. E assim foi, a idéia foi criar um banco de dados do Pibid da Uece em Fortaleza e me recomendaram uma pessoa muito legal pra me orientar, só faltava saber se ela aceitava kkk
A Taynah já é conhecida por trabalhar com banco de dados em geoprocessamento, inclusive foi ela nossa professora dessa disciplina na pós, e quando falei com ela, aceitou de cara. Reunir os dados foi um pouco problemático porque precisava entrar em contato com os coordenadores dos cursos que fazem parte do Programa lá na Uece e alguns demoraram a responder e as próprias informações do Pibid no site da Uece estavam sem ordenação (a aplicação do meu projeto seria uma ótima solução pra esse problema né? kk). E ainda tiveram outras questões que bagunçaram a escrita desse trabalho, como minha saída do Pibid pra ser professora temporária do Adauto, que mesmo que fosse por 1 mês, ia mexer comigo (e mexeu mesmo). Tinha o curso de libras que acabei por desistir devido a falta de tempo, as disciplinas da licenciatura pra dar conta e coleguinha dando perdido nos trabalhos (o que foi um caos, mas pôde ser contornado). Me sobrou dezembro pra terminar de escrever tudo. Só que...
Dezembro voou, caro leitor, estilo trem-bala de verdade. Minha mãe veio passar um tempo aqui, minha irmã veio de férias, rolaram altos babados que ocasionaram o começo da separação dos meus pais e infelizmente sobrou pra mim também. Como eu costumo contar pros meus mais chegados, a vida joga a batata e eu seguro, não avisa se é quente ou fria, mas eu seguro e com essas eu tive que segurar, fosse chateada, com raiva, pirando ou não. Parafraseando Latino e Daddy Kall, "quando as coisas tem que acontecer, elas simplesmente acontecem e a gente tem que compreender" e foi aí que eu tive um dos piores fins de ano da minha vida, mas eu sobrevivi e ainda vinha janeiro de 2024 pela frente.
Se dezembro voou, imagine janeiro. Minha orientadora viajou de última hora pra Europa no natal e só voltou em janeiro, mais precisamente 1 dia antes de eu viajar pra Recife😂 e ir pra Recife já havia sido planejado há 6 meses, não tinha como eu cancelar, então preparei meu psicológico pra aguentar o que vinha pela frente. Recife é lindo, a maioria das pessoas que encontrei tinham um coração bom, mas já fiquei sabendo que as pessoas como um todo não são tão acolhedoras e segundo o uber que me levou ao aeroporto, "você teve sorte". Foi uma semana e tanto, voltei com lembranças pra mais de mês e fotos lindas, do que eu vivi e sabendo que nem vivi tudo o que podia nos dias que passei por lá, mas tive paz e isso que importava pra mim no final das contas. Havendo a possibilidade de viajar esse ano, acho que só aqui dentro do estado, inclusive já tenho destinos em mente kk mas vamos ao que interessa.
Voltei e me encontrei com a orientadora, foi bem trabalhosa a questão do banco de dados. Eu sofri, ela sofreu, sofremos juntas e os notebooks também sofreram, mas conseguimos. Esse trabalho pode ter sido em sua maioria escrita por mim, mas foi construído a várias mãos; não só quem me forneceu os dados, mas muita gente me ajudou, fosse com as mãos ou com pensamentos positivos e esse resultado trouxe om conceito satisfatório no dia 29 de janeiro. Enfim eu apresentei, foi aprovado 2 dias antes do fim do prazo e com as únicas pessoas que eu queria a presença: a minha orientadora e a banca examinadora. Posso dizer que sou uma pessoa eficiente e eficaz por ter feito isso com "antecedência"? kkkk
Até semana passada eu tava tentando dormir o sono que não tinha dormido nos últimos meses, por ter o peso na consciência de ter tido uma boa idéia mas não saber executá-la sozinha. Não que eu seja egoísta, mas como a idéia foi minha, era pra eu conseguir fazer tudo sozinha, não? Não. Acho que eu só precisava levar mais em conta o que um grande amigo meu me disse: "o mundo é algo maior e complexo" e ao mesmo tempo que eu to vivendo um perrengue, outras pessoas podem estar, ou não! Podem estar pensando em outras coisas que sejam importantes como as férias, o fim do carnaval (como agora) e o começo oficial do ano de 2024 (que cismam em dizer que só começa depois do carnaval).
Só sei que eu sofri pressões, ouvi palavras positivas, choro das pessoas, lamentos, desesperos, chateações, convivi com pesadelos reais e ouvi caras que ficaram comigo dizendo que podiam me ajudar, ao mesmo tempo que não me ajudaram em nada kkk as pessoas que realmente estiveram do meu lado não me pediram um beijo ou uma transa em troca, e que bom que não. Dessa vez eu pude ver a verdade das pessoas que estavam ao meu lado, quem não podia ajudar mas que desejava meu bem e quem só tava afim de pressionar. Enfim, o fim chegou e escrevi bastante sobre ele. O próximo TCC vem aí, bem melhor do que os demais feitos :)
Obrigada por toda a ajuda e o incentivo pra eu escrever sobre esse karma, Petsha!
Assinado, Joice.
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