Condições

Eu cá com meus botões estava pensando sobre amor.
Mais uma vez esse assunto, que fica perdurando pela minha cabeça, entranhas, veias, palpitações de ansiedade, sonhos que muitas vezes são interrompidos pelo meu relógio biológico. Simplesmente amor, mais uma vez. 
Eu sempre quis um amor sabe? Mas não um amor qualquer, senão eu já tinha aceito vários que eu já fiquei esperando que as palavras de ambos se tornassem ações, e talvez nunca se tornassem, como outros tantos muito falaram e não fizeram nada. Já vivi muito (não vou dizer demais, porque ainda espero viver mais) pra poder discernir o que eu quero, o que eu necessito e o que eu não aceito em um relacionamento. Mas nem sempre foi assim...
Quando eu era adolescente, eu falava pra minha mãe o que eu esperava de alguém como companheiro de vida ou namorado e ela me dizia "tu é muito exigente, desse jeito vai ficar sem ninguém". Passados anos dessa frase eu posso dizer que sim, sou exigente mesmo, porque lá atrás eu ouvi minha mãe e não fui tão exigente com minhas condições. O resultado: fracassos, muitos. Nos últimos anos não tantos, tive mais tempo sozinha do que acompanhada e não foi de um todo ruim; posso dizer que tive um amor o qual eu me doei muito, esquecendo até de mim, o que mais uma vez me fez parar pra pensar sobre minhas condições, reajustá-las ou melhor, refazer a minha lista. Com 25 anos eu cheguei a pensar que não valia mais a pena viver, porque tinha vivido todos esses anos em função das pessoas, senão terceiros, da minha própria família (o que eles queriam, o que pensavam que fosse melhor pra mim, ser pontual na conclusão do que eu começava, o mais rápido possível e insatisfeitos com algumas decisões minhas). Mas melhor que desistir, foi pensar que poderia fazer diferente.

Assinado, Joice.

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