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Sobre paciência

Há alguns dias eu venho ouvindo uma frase repetidas vezes... "tu é tão calma". Talvez eu nunca tenha sido tão paciente na vida, ou em outras vidas, como estou sendo nesses últimos meses e não é por comentar isso (acredito eu) que o meu nível de paciência será rebaixado. Confesso, assumo e sou testemunha de acusação de mim mesma que sim, eu era muito impaciente. Sempre fui o tipo de pessoa que queria as coisas pra ontem, me articulava pra isso, sempre pra poder ser a primeira em tudo, pra ser avaliada (e bem avaliada) primeiro e consequentemente ganhar por conta disso; estar sempre à frente de tudo e todos, pra (obviamente) ser bem reconhecida pelo que fazia. Hoje em dia eu paro pra pensar a respeito disso e vejo que me desgastei muito por conta dessas situações. A vida mudou de curso várias vezes, algumas porque eu quis, a maioria delas porque eu não quis ou planejei mas mesmo assim abracei os percursos, as oportunidades e fiz o melhor que pude, e cá estou eu, sendo paciente ...

Voltei a sonhar

É oficial: Voltei a sonhar.  Mas quando falo sonhar, me refiro quando durmo 😝 Segundo a ciência, nós sonhamos de 4 a 6x por noite e se você acha que não sonha, é porque acorda e não consegue lembrar, mas você sonha sim. Então, o que estava me acontecendo é: não lembrava do que estava sonhando. Sobre meus sonhos: nem sempre eles são normais. As vezes são só coisas que estão no meu inconsciente que ficam armazenadas, tipo cache de celular, do dia anterior ou do que acontece durante a semana e as vezes são coisas que nunca aconteceram, mas que posteriormente acabam acontecendo. Lembro que assim que cheguei em Fortaleza uma grande amiga minha tinha sonhos que estavam se tornando reais, fatos que ela sonhava estavam acontecendo e isso deixava ela um pouco assustada. Chegamos a procurar um centro espírita porque ela queria entender o que acontecia com ela naquele momento, mesmo ela não tendo ligação nenhuma com a crença espírita, nem eu mesma naquela época sabia que eu tinha alguma liga...

Quase 1 mês depois... e eu me transformei.

Eu disse que ia postar coisas semanais aqui, mas a correria não tem deixado sequer eu viver direito (mas quem se importa com isso?). Muitas coisas aconteceram na minha vida, coisas boas, memoráveis, que deixaram saudade e o melhor: lembranças inesquecíveis. Toda lembrança que fica gravada na nossa mente devia ser por obrigação somente coisa boa, ao meu ver, porque nos dias de atribulação, a gente poderia sempre lembrar de algo bom que aconteceu pra saber que sim, acontecem coisas boas e aquele momento ruim que tá acontecendo vai passar; aquela tristeza, desânimo que sou acometido é só uma fase e logo estarei bem novamente, com um sorriso no rosto por lembrar que posso viver momentos felizes como aquele que vivi em época específica, com pessoas específicas, em locais específicos, e assim sucessivamente. Como faz quase 1 mès que não escrevo, já fiz viagem de campo com as turmas do colégio, foi super gratificante poder ser mais professora por um dia na minha primeira aula de campo fora de...

Um pouco insuficiente e muito grata.

Hoje eu acordei às 3h da manhã sem nenhum motivo aparente. Não é a primeira vez que isso acontece comigo, mas nunca mais tinha ocorrido. Sempre senti que acordar esse horário era como se fosse um chamado, independente de onde viesse esse chamado. Ontem, antes de dormir, embaixo de vários relâmpagos e trovões, eu conversei com Deus. Não foi uma dessas conversas quaisquer como quando eu fico varrendo a casa ou passando pano ou quando eu reclamo da Ártemis passando na minha frente em casa. Foi uma conversa séria sobre mim e sobre nossa relação. Às vezes como filha sinto que estou em falta, pelos dons que tenho, pelas coisas que eu realmente sei que devo fazer e que muitas vezes não faço, que talvez seja por insistência minha, por querer dar uma chance às pessoas e mais uma vez quebrar a minha cara. E como toda filha eu corro para os braços do meu Pai pedindo desculpas e dizendo que eu já sabia o que eu devia fazer, mas não fiz por acreditar demais nas pessoas e dar uma chance mais a elas ...

O sentimento que me faltava

Não é novidade pra ninguém (pelo menos pra quem convive comigo) que eu andei oscilando com a minha saúde e não, eu não sou mais de andar postando sobre essas coisas. Mas eu preciso introduzir esse texto falando sobre isso, porque tudo o que eu passei antes do/de hoje, fez com que o sentimento que nasceu em mim faça mais sentido a cada minuto que passa. Foram dias tomando antibiótico, anti-inflamatório, vomitando a água que eu bebia, tendo falta de apetite, sensação de febre e de não querer existir mais. E acima de tudo, tive que continuar mantendo minhas responsabilidades na medida do possível, porque a vida não pára quando você adoece. Mais uma vez eu consegui passar por isso. Alguns podem dizer que meu santo é forte, mas nem em santo eu acredito e não sou contra quem acredita. Contudo, aquela frase de "quem cuida de mim não dorme" parece ser real, e se você não acredita em Deus, creia que existe uma força superior que rege o mundo e que nada do que acontece é por acaso, por...

Eu estou indo...

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Sem muito enxergar o rumo, mas estou indo. Com saudade de muito e de muitos, com o coração partido e se reconstruindo, mas indo. Sempre indo. É tão estranho quando a gente se enxerga sozinho no meio de uma estrada tão grande, tão larga, onde aparecem bifurcações que nos põem em dúvidas mas que não há muito tempo para se pensar, somente tempo para se decidir... Eu já entendi que a vida é muitas vezes sobre se jogar, mas muitas vezes eu só queria um colo pra me deitar e ficar em silêncio e chorar. A água doce é sempre melhor de beber, mas eu tenho sentido mais gosto salgado do que doce e uma falta de apetite maior do que o normal. Os remédios em dia, a queda de cabelo escassa, usando sempre as melhores roupas, o melhor perfume e as melhores expressões, incluindo um bom batom para esconder a palidez. Costumo dizer que "a vida é isso", seguida de uma frase de conforto para que eu e a outra pessoa nos sintamos bem apesar do cansaço que os dias e a solidão têm nos causado. Mas, por...

Hoje não

Sem muitos questionamentos, saira em busca de algo que lhe desse mais energia. Mas o que seria? Nem ela mesmo sabia. Não tinha forças para praticamente nada, a não ser respirar e mal conseguia. Estava naquela dúvida de ser gripe, garganta ou um mal dia onde o clima influenciara em sua saúde, esta anda meio abalada tem algumas semanas, quiçá meses. A tristeza lhe invadira. É, quem sabe, sua maior companhia e talvez inimiga também, pois por que não ter os dois em um só? Menos é mais. Hoje não é um bom dia, hoje não foi feito pra viver, hoje não. Hoje não se tem um sol decidido, capaz de irradiar raios suficientes para dar-lhe forças e vitamina suficiente para erguer os braços e agradecer aos céus a oportunidade de mais um dia de vida. Hoje não é dia para nada a não ser deitar-se em qualquer canto confortável e refletir sobre sua solidão, sobre si mesma, sobre quaisquer ideias mirabolantes e sensatas que vêm em sua mente; pensar no café qie tomara e não servira de energético como normalme...

O que sobra de um abuso

Na semana que se passou, um assunto martelou muito na minha cabeça. Esse pensamento foi tão profundo dentro de mim que mexeu com meus sentimentos, com meu passado e com meu presente, e sei que ainda vai mexer com meu futuro enquanto eu não me abrir mais para um/uma terapeuta que possa me ajudar de coração aberto e respeito. Eu não sou nada popular na internet, mas tem umas 100 pessoas que vêem meus stories e em maioria são mulheres. Fui ao instagram e abri uma caixinha de perguntas pra saber com qualquer pessoa que visse meu story o que a pessoa achava que sobrava depois de um abuso, seja abuso emocional, físico, psicológico, sexual, etc. Sinceramente achei que não ia obter muitas respostas, ou respostas que chegassem próximo ao que eu senti e sinto até hoje, mas vi algumas respostas que condiziam com algo bem similar ao que sinto. Eu seria bem infeliz em dizer que fiquei "feliz" por ter lido aquilo tudo e ter me identificado com o sentimento de algumas pessoas que estão no m...

O "eu te amo" que nunca disse

Mais um ano acabando. Sempre que um ano tem um 3 no final, eu sei que vai ter passado uma década e dessa vez lá vem meus 30 anos. Mas antes disso, veio 2022, o ano que eu achei que ia ser pacato, e nada de pacato teve. Talvez a expectativa seja sempre a mesma, que o ano seja mais calmo, pacífico, que eu fique mais tranquila durante os 365 dias que vem pela frente pra viver, que eu tenha uma companhia que goste de mim e que eu possa retribuir esse sentimento. Entretanto isso não costuma acontecer comigo. Falta aceitação de algo que eu nunca vou aceitar: a vida ter seus caminhos tortos e eu me perder de pessoas que gosto muito. Durante 2022 eu tive pessoas que gostei por perto, pessoas que gostaram de mim e quis pessoas que não gostaram de mim, as quais eu mesma tive que tomar a decisão de deixar para trás, pelo simples fato das pessoas ultimamente serem acomodadas em ficar onde há sentimentos por elas, sem se preocupar em retribuir o que recebem. Ao menos isso eu me orgulho de mim, sabe...

Meu castelo animado

Eu lembro quando assisti O castelo animado pela primeira vez. Não tinha lá aquelas perspectivas todas, mas já havia visto pessoas que gostavam muito e consequentemente tinham grande afeição pela obra. E que obra. Quando vi a Sophie, pude me reconhecer um pouco nela, principalmente quanto a achar que a vida ser a personificação de um mar calmo, por ser monótono e uma rotina que não meche com suas tarefas. Mas como no filme, as vezes a minha vida decide virar de cabeça pra baixo. Não é bem uma bruxa que aparece, mas são coisas que acabam sendo um feitiço que transforma qualquer mar calmo em tempestade. A minha paz, acaba sendo encontrar o meu castelo animado.  É incrível que até mesmo quando a Sophie se torna uma velhinha, a gente se parece. O jeito que ela zela pelo castelo do Howl, como tenta agradar as pessoas da nova convivência dela e as características meio anciãs. Até os cabelos brancos que estão nascendo... Pareço com ela. Vez ou outra existe um senhor cabeça de nabo que me c...