Mais um dia.

Mais uma noite sob aquele luar que aparecia às 22h, seria um dia qualquer se não tivessem acontecido tantas coisas no decorrer dele. E acabou sendo mesmo assim.
Mais um dia em que os mortais saem em busca dos seus sonhos, sonhos esses que divergem e ao mesmo tempo se encaixam, pois todos nós fazemos parte de um sistema que nos interliga por uma "mão invisível". Essa mão invisível bem que podia aparecer de vez em quando pra nos dar um tapa na cara, ou na cara daquele conhecido nosso que acha que é dono da razão, ou que quer achar mais que nós.
Sabe, acredito que se os humanos fossem conscientes de que todos são iguais, até essas queimadas na Amazônia teriam jeito. O mundo tá num completo descontrole e os poucos que tem a sã consciência disso, tentam se manter "na linha" pra que isso tudo não prejudique a si mesmo.
Seria muito mais simples se olhássemos a natureza como ela é, como ela está; se analisássemos o quanto cada elemento em nossa volta tem importância na nossa existência e sobrevivência, não estaríamos sofrendo tanto. Não estaríamos nos lamentando tanto na TV, nas redes sociais, nos áudios de aplicativos de comunicação, nem respirando fumaça cada dia mais (pior que um fumante altamente passivo quando toca o foda-se em estado terminal).
Particularmente, nesses dias que são "só mais um", eu paro um pouco pra pensar e ao ampliar meus horizontes, dando um "zoom" nas situações mais complexas, me sinto um astronauta fora da órbita da Terra. Meu primeiro sonho foi ser astronauta, mas nunca tive chance pra isso, nem lá atrás e nem agora. Não sei falar inglês, não tenho chance de chegar à Nasa, nem mesmo um telescópio eu tenho. O que me restava desse sonho era um binóculo que minha vó deixou quando morreu e foi parar lá em casa quando as coisas foram divididas.
Um binóculo verde da Turma da Mônica me fazia chegar longe, ver estrelas, procurar OVNIs, encontrar na Lua o São Jorge matando o dragão e poucas vezes o vi. Mas existia o céu.  O céu nunca foi pouco pra mim, existe muito mais além, muito mais do que eu e você possamos imaginar. Talvez eu nunca pensasse como aquelas pessoas superestimadas, "o céu é o limite", entretanto acredito que o céu seja tudo o que todos nós podemos ver, por igual. Toda a Terra vê o mesmo céu, mesmo que em alguns locais esteja chovendo, esteja nevando, esteja pegando fogo ou esteja torrando o resto de umidade que nos resta. Temos o céu.
São tantas as coisas e ao mesmo tempo poucas, que nos fazem pessoas iguais... Por que tanta autoridade? Por que tanta arrogância e grosseria? Por que tanta desunião? Por que tantas atitudes que te levam para um fim lastimável? As coisas poderiam ser tão diferentes, e no fim das contas se tornam todas iguais: sofrimento, melancolia, desigualdade, pobreza mais de alma que de dinheiro. Afinal, o que é dinheiro frente a paz de espírito? Ele não vai comprar isso pra você.
Uma noite com Lua alta no céu não é comprada com dinheiro, é consequência de ciclos naturais, onde uma cadeia de acontecimentos espaciais ocasionam esses momentos fofinhos, românticos, espetaculares ou somente "mais um dia comum".
Que comum que nada. Nada mais é comum. É tudo mais que um milagre, frente a desgraça que é acordar num lugar que nunca sabemos se vamos voltar vivos pra casa e respirar com a cabeça no travesseiro dizendo:
- Mais um dia.

Assinado: Joice

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