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A sensação do nada

É domingo a noite, e você com certeza sabe que sensação é essa. Só o que eu consigo sentir agora é uma dor de cabeça imensa. Um pouco mais cedo estava escrevendo sobre os dias de paz que eu vinha sentindo, mas parece que o universo gosta de me testar, de me desestabilizar, assim com a minha mente e algumas pessoas. O meu peito tá doendo, a vontade que eu tenho é de chorar. Vi o crepúsculo e com ele, uma aflição esquisita. E sei lá o porquê que eu fico logo associando coisas na minha cabeça, mas o que eu mais queria era sentir a paz a qual estava escrevendo mais cedo. Agora eu só queria rasgar o meu peito pra preencher o vazio que tô sentindo, sanar um pouco essa dor e a sensação de ser uma grande idiota. Tentei ter um dia produtivo, mesmo que fosse um domingo... O sol saiu com tanta força, que eu quis aproveitar minha boa energia somada aos efeitos dos meus medicamentos. Mas sei lá, parece que agora tudo que eu fiz hoje não valeu de nada, mesmo que eu tenha feito algum esforço. Me sint...

O CVV me salvou

Olá caros leitores, já fazia um tempo que eu não vinha aqui dar notícias mais detalhadas sobre mim (o que realmente não costumo fazer, pois escrevo sobre aleatoriedades). Depois de um fevereiro cheio de provações, achei que tinha chegado o meu momento de descansar. Estava enganada. Dia 1º de março já tive um stress em casa, o qual me resguardo de aprofundamentos, os meus mais próximos sabem e sabem que não é de hoje que isso vem acontecendo. O fato é que isso me deixa muito ruim, de um jeito que eu perco as forças, a vontade de fazer o que eu teria que fazer, e não consigo pensar nem mesmo que existe um horizonte que me espera, coisas boas a conquistar, a chance de sair do lugar onde estou e conquistar minhas próprias coisas mesmo que na minha velocidade, porém sem críticas e sem grosserias e afins. A minha sorte é que eu tenho anjos, os quais posso chamar de amigos :) Eu não sei o que seria de mim sem eles, sem essas poucas pessoas que eu posso contar nos dedos das mãos (e ainda sobra...

Sobre forças divinas

Mais um dia vai terminando, e o sentimento é que eu estou viva hoje por misericórdia de alguma entidade que tem muito carinho e amor por mim. O mês de fevereiro foi muito, muito ruim. Acho que nunca tinha sido desse jeito antes. Nunca havia me questionado tanto sobre minha existência, minha resistência e os motivos de continuar tentando, lutando e pensando em recalcular minhas rotas. No mês de janeiro recebi o diagnóstico de rinite e até aí tudo bem, o problema foi a primeira crise que eu pude constatar que aquilo era a rinite. Segundo meu psicólogo, meu psicológico estava abalado por estar passando pela fase de visitas em casa, cobranças e autocobranças, mudanças no trabalho e fim de semestre da faculdade. Esse combo foi crucial pra que sei lá, meu corpo emitisse um alerta de “PARE”, mas do modo dele (o que não foi nada legal). É o que dizem, se você não para, algo vai parar você. Achei que meu nariz não sobreviveria, quem dirá eu mesma. Já tava virando cadeira cativa no hospital, na ...

Destruída

Algumas dores que sentimos não tem muita explicação, nós só temos a dádiva de senti-las o mais profundo que podemos, mesmo sem querer. Porque toda dor nos ensina alguma coisa. As vezes acho que meus momentos de felicidade me ensinam mais do que meus momentos de tristeza, porque como border que sou, a estabilidade emocional é um sonho de consumo. Sempre me questionei porque eu não conseguia ficar muito tempo feliz, desde mais nova, na adolescência ainda. Com o diagnóstico, muita coisa ficou clara, mas o sonho de ser feliz sem saber que pode acabar daqui 1h ou 1 dia, sempre esteve no meu coração. Essa semana mesmo eu fiquei bastante alegre, me permiti muita coisa: tomar iniciativas, ser ousada, fazer ligações, rir, fazer umas piadas, mas no fim do dia meu tapete foi puxado... E eu sei que a realidade dói, mas não pensei que um choque de realidade fosse tão grande a essa altura do campeonato, quando eu já senti tantas dores físicas. Quando a dor vem de dentro pra fora, é bem pior, o corte...

Maturidade

A maturidade vai deixando a gente mais frio, seja pra chorar ou pra assumir os erros. Antes eu chorava quando errava; hoje eu reconheço meu erro e o reparo, caso possa. Não existindo uma forma de remediar as coisas, o que me sobra é seguir a vida e ter humildade de tentar não errar mais. A maturidade nos leva pra longe dos problemas, pelo menos os que eu consigo ver: pessoas, situações, ambientes tóxicos e até mesmo os lugares que eu considerava acolhedores. A maturidade já me tirou da fossa e também me poupou de me colocar do mesmo buraco que já saí, e mesmo assim ainda tenho que ficar relembrando de fatos ruins pra não voltar até lá. Aqui vemos uma situação em que só a maturidade não é suficiente. Prossigamos. A maturidade já me deixou sem sentimento algum, e por mais que eu já tenha dito em alguma situação que isso era culpa do antidepressivo, sinto muito, não era só ele. Tinha alguma parcela das tantas vezes que já passei pela mesma ocasião, ou percebi que não me cabia mais ali: nã...

Sobre precisar

Já faz uns dias que eu me sinto precisando de algo. Ou de alguém. Ou de alguma coisa. Só não sei exatamente o quê e também não esteja tão disposta a saber. Sinto minhas costas doendo, como se algo dentro de mim estivesse pesando e eu não esteja conseguindo dar conta. Na verdade eu raramente sinto que dou conta das coisas como as pessoas dizem que eu consigo, que eu posso, que eu sou.  As vezes acho que preciso ficar sozinha pra pensar, pra reorganizar minha "caixa de pensamentos", separar os sentimentos, isolar um pouco tanto querer e ver o que eu realmente preciso e o que está ao meu alcance de conseguir e deixar de desejar coisas que claramente eu não vou conseguir ou não depende só de mim para que eu consiga. É duro isso tudo. As vezes acho que preciso escrever até meus dedos doerem, caírem, minhas mãos cansarem, meus pulsos penderem e eu enfim desistir de tentar traduzir o que eu sinto aqui dentro em palavras, porque no fundo eu não consigo falar. Sempre que eu tento fala...

Ao meu favor

Todo começo de ano eu penso que alguma coisa boa pode acontecer, sem que eu esteja esperando. E vou vivendo. E o que acaba acontecendo é que eu esqueço disso, ou quando lembro estou cansada demais pra pensar exatamente o que é a coisa boa que poderia me acontecer sem eu esperar. Já tive minha primeira terapia do ano, já tive gatilhos que me fizeram chorar, já tive raiva, já tive peso na consciência e também me tiraram esse peso. Tem momentos que eu acho que o universo tá ao meu favor, mesmo que eu ache que ele tá de onda com a minha cara.  Quem me vê, não imagina o caos que é minha cabeça, meus pensamentos, meus sentimentos, meus receios, meu nível de energia e como eu sou sensível a praticamente tudo que respira nessa atmosfera. Uma pessoa sensível tem seu lado bom e seu lado ruim e a última semana foi legal porque ouvi uma frase que de certa forma é algo que é meu: você é fofa. Já está saudavelmente comprovado que não sou fofa de gorda (hoje vi que to com 1kg a menos!), então ach...

Rejeição

No dicionário: substantivo feminino - Ação ou efeito de rejeitar (demonstrar repúdio).  Na vida: já não posso dizer que é uma frase simples como a do dicionário. Não é um assunto tão fácil de se ouvir, muito menos de se falar. Mas acontece. E acontece onde menos imaginamos. Sim, o final do ano mexe com meu emocional, não é novidade pra mim e nem pros meus mais próximos e esses últimos dias tenho aproveitado pra pensar sobre o que me aconteceu durante o ano de 2024. "Ah Joice, pensou em rejeições, sério?" Sério! No decorrer desses mais de 360 dias, tive momentos de aceitação e de rejeição, fossem de pessoas, de coisas, de substâncias, de bem (ou mal) estar, dentre outras situações que envolvem essa sensação/sentimento. Faz mal pensar nisso? Não faz, é necessário. Uma coisa que eu aprendi, é que se há rejeição de algo/alguém, é porque tem alguma coisa que você tá fazendo ali que não tá dando certo, que não tá fazendo bem. E pra mudar essa situação, você tem que mudar, seja algu...

Sem fones

Não querer ouvir música é um sinal de alerta. Hoje decidi sair sem fones. Tive uma péssima noite de sono, e não sei o porquê, se desde segunda-feira tenho me dado o direito de descansar a mente. Sonhei que estava doente, e a situação parecia se repetir em loopig, como se eu acordasse e sonhasse a mesma coisa. Só que eu não acordava. Um sonho dentro do sonho, talvez? Eu nunca vou saber. Sai de casa pra fazer exames e me veio uma sensação de stress. Fui até a parada de ônibus sem comer nada, por falta de apetite, ou talvez ansiedade. Me vieram todas as sensações de ansiedade: medo de não chegar a tempo, mesmo saindo 2h antes de casa; pálpebra tremendo, e nunca mais havia tremido; coração acelerado sem motivos aparentes, não estou apaixonada. Era ansiedade. E eu queria chorar. Queria chorar mas ao mesmo tempo não via motivos, não sabia o porquê disso. Comecei a olhar pela janela do ônibus os pequenos detalhes da vida: o gato encima do muro, as folhas caindo e sendo levadas pelo vento, a s...

É para você

Sim, é pra você. Você sabe que é pra você. Sabe aquele momento que a gente não imagina viver, que talvez ele nunca saia da nossa imaginação, da utopia dos nossos sonhos? Então, ele é real. E você vai se surpreender lendo, porque vai ver que eu escrevi sobre aquela noite, aquela nossa noite. Não, não é fácil ver a nossa vida girando em órbita da confusão mental que são nossos problemas diários, que são/foram gerados pelos problemas de quem não tratou de seus problemas. Mas por amor próprio, pelo sentimento de esperança que temos, nós tentamos melhorar, nós procuramos ajuda, nós não desistimos de nós, mesmo que a ferida que demorou tanto a cicatrizar esteja coçando. E tudo tem um porquê. A gente cresceu ouvindo Chiquititas cantando "tenho um coração com buraquinhos e só o quero curar", mas com o tempo esquecemos que a mesma música dá a receita: "Cura, cura com amor e com beijinhos". E eu sei que a gente erra nas escolhas, erra em se doar a quem não sabe nos receber, n...