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A pessoa mais fantástica do mundo

É a sós que nós temos nossos momentos de mais reflexão. E de devaneios. Tá claro pra várias pessoas que me conhecem que o natal é de longe (e de perto) a data que eu menos gosto, mas esse ano não foi tão problemático pra mim. Tirando o calor, as dores e os fogos de madrugada, foi tudo muito bem, eu e minha companheira de todo dia nos alimentamos bem, dormimos bem. E sobrevivemos a mais um natal nessa metrópole. Comprei um vinho ontem e só tomei 2 goles, o que também não é novidade pra mim - meu organismo tem gostado cada vez menos da sensação de álcool, mas quem não gosta de experimentar algo diferente nessas datas comemorativas, não é? 6 dias para 2025 acabar e acho que estou bem. Eu não sou a pessoa mais fantástica do mundo, mas tenho sido o melhor que posso ser pra mim mesma. Hoje tirei um tempo livre para sair com a Tetê por aí, deixando ela me conduzir para onde ela queria ir, com o tempo que ela quisesse. Não durou muito tempo, infelizmente ela é bem cômoda com os lugares que já ...

Silêncio

Sinto que é um momento de permanecer em silêncio. Estou de recesso, e por mais que isso seja significado de pausa, tô correndo contra o tempo. Tirei o link desse blog do meu perfil do instagram, num sei se quero que as pessoas de lá me percebam, ou deixar exposto algo que as pessoas não ligam. Talvez eu passe um tempo escrevendo por aqui sem divulgar a alguém que tô escrevendo. Acho que essa é uma forma de "permanecer em silêncio". Costumo dizer que sou uma pessoa anônima, mas gosto de escrever e adoro saber que alguém já leu meus textos, por mais que as vezes eu não ache eles interessantes. A pré-estação chuvosa chegou em Fortaleza e os dias parecem mais mórbidos porque tá quase sempre nublado. Quente e nublado, em tempo de cair um balde d'água na nossa cabeça a qualquer momento. Ora o sol decide sair, ora ele se esconde e eu só queria ter um recesso sem sair de casa, mas já é terça-feira e sai em todas as manhãs desde então. A vida tem me exigido paciência pra muita coi...

Teorias de 2025 e a vida real

Tenho a impressão de já ter escolhido esse tema "vida real" esse ano aqui no blog, mas ok. Vamos de novo falar sobre isso porque é o que me resta, com tantas vivências diferentes que tenho tido. Hoje eu cai numa teoria da internet que diz que os relacionamentos que conseguirem sobreviver ao ano de 2025 podem suportar qualquer tipo de adversidade nos próximos anos, tudo isso por conta de numerologia. Bem, eu nunca fui de estudar sobre essas coisas, sigo mais o lado científico de tudo, mas com toda certeza posso dizer que esse ano tem sido bem diversificado de acontecimentos, momentos e situações, o que me faz pensar que não são só os relacionamentos que podem suportar qualquer adversidade se sobreviverem ao caos que 2025 está tendo. Eu por exemplo, particularmente se eu conseguir superar a maioria das minhas questões pessoais até o final do ano, vou ser um ser humano sei lá, 99% melhor e pra isso o pobre do meu terapeuta tem recebido mensagens minhas sem turno certo, sem hora ...

Fora da internet

Ontem não tomei tanto café, e dormi mais cedo. A vida fora da internet tem sido mais movimentada do que imaginei. Não tenho ligado tanto pra escrever por aqui, mas permaneço escrevendo à moda antiga, em cadernos ou qualquer pedaço de papel. Tenho me virado nos 30 porque o terapeuta está de férias, mas isso não quer dizer que tem sido ruim. O fato é que em algum momento a vida ia acontecer como tem acontecido: compromissos corridos no trabalho; a vida pessoal voltando ao normal depois de quase 10 anos na universidade; os desafios diários como dar atenção à Ártemis, ser dona de casa, conviver com minha irmã, administrar meus sentimentos e retomar os meus hobbies... Muita coisa, fora a saúde física que eu tenho tido mais atenção, e até mesmo preocupação. Meu coração anda mais calmo, e talvez tenha sido esse motivo que me fez escrever hoje, antes que todo mundo chegasse no trabalho: eu tenho sido feliz. Tenho me descoberto como uma pessoa boa para se relacionar, que empatia não quer dizer ...

Angels like you

Acho que quando a Miley Cyrus escreveu essa música, ela tava num momento "estar" borderline dela.  No capítulo 7 do livro "Mentes que amam demais", a Ana Beatriz Barbosa escreveu sobre Ser, estar ou parecer borderline , e isso me fez entender muita coisa sobre como as pessoas veem o borderline, até o ponto de se expressarem duvidosamente afirmando "então acho que sou borderline". Não é tão fácil saber como parece, mas como a própria autora diz no livro, o espectro varia e pode estar em várias pessoas que não tem o transtorno. E eu vejo isso na música Angels like you... Incontáveis vezes que ouvi essa música e chorei, chorei copiosamente e ao mesmo tempo ela me acalmou. Nela eu vejo muito do que eu já senti e do que eu sinto. A sensação de que eu não mereço alguém, porque em algum momento eu vou machucar essa pessoa. Parece que um filme se passa na frente dos meus olhos: os momentos felizes, as declarações de amor, os beijos apaixonados, os sussurros ao pé ...

Porta aberta

A alguns dias atrás eu desci do ônibus no lugar de sempre, vizinho à capela do bairro, e vi uma cena que parecia superficial, cotidiana, mas me fez pensar mais do que eu imaginava... Quando eu morava na minha cidade natal, só tinha uma igreja matriz e ela estava sempre aberta quando eu passava por lá. Raramente eu via ela com a porta fechada, só se fosse na hora de dormir. Mas eu nunca via alguém específico abrindo ou fechando. E numa tarde comum de terça-feira que eu voltava pra casa, vi uma senhorinha abrindo a porta da capela. De imediato um pensamento esquisito me veio na cabeça: independente de qual seja a porta que encontramos aberta, um dia ela precisou que alguém desse o primeiro passo para abrí-la.  Com o passar dos anos o corpo e a mente de uma mulher vão mudando muito a cada ano que passa, e depois dos 30 isso se intensifica mais. Seja hormônio ou nossos "divertidamente", parece que tudo aqui conspira pra se mexer de uma vez só, sem esperar a vez do outro e isso va...

Para Maria Sophia

Sophia, a tia é uma mera espectadora de toda sua trajetória dentro da barriga da sua mãe, mas sei o quanto você já é amada. Estamos no ano de 2025 e sabe-se lá se um dia você vai ler isso. Mas independente disso, no meu íntimo, eu desejo que você viva, Sophia. Viva muito e viva bem. Quando eu penso sobre quantas vezes a vida me fez pensar se eu seria capaz de realizar um sonho, de comprar algo que eu tinha muita vontade de comprar ou até mesmo de expressar um sentimento que era muito importante pra mim, vi como valeu a pena ter passado por tantos obstáculos que passei. E a vida, querendo ou não, é isso: sonhar, persistir e se jogar na vida, para aproveitar a oportunidade que temos de viver. Sophia, o mundo não tem sido um lugar fácil de se viver, de lidar. A violência tem tomado grandes proporções na nossa sociedade e junto a isso, tirando a chance de várias pessoas de bem de continuarem vivendo, de realizarem seus sonhos, de estarem juntos à sua família e celebrarem a simplicidade que...

Céu em chamas

Quase todos os dias eu vejo o céu pegando fogo.  Dentro de casa eu fico no meu mundo e às vezes parece tudo mais cômodo pra mim, mas é preciso sair pra trabalhar, pra ir ao médico, resolver nossos problemas, e o principal: viver.  Esses pequenos detalhes que vejo no raiar do dia me fazem lembrar de épocas e épocas que vivi no fundo do poço: a gente não tem esperança nenhuma de sair, se acostumar com a escuridão, com a solidão, com o sono constante, com os próprios pensamentos - e muitas vezes, pensamentos ruins. Ver a vida por uma nova perspectiva ainda é estranho pra mim, porque o tratamento médico dos meus problemas inibe um pouco dos meus sentimentos e da minha intensidade. Mas percebo que não foram suficientes para apagar de mim aquela vontade de escrever qualquer coisa sobre uma coisa qualquer kk  Talvez o pensamento acelerado me deixe empolgada, a ponto de não saber exatamente o que escrever, mas uma certeza eu tenho: os pequenos sinais da vida, do divino, as manife...

O que vem depois?

AVISO: Esse é um texto bem longo. Pegue sua bebida preferida e se deleite. Desde o começo do mês de agosto essa pergunta vem ecoando na minha cabeça... Em julho foi tudo muito intenso: os ajustes, reajustes, defesa, entrega e aceite do TCC na biblioteca; encerramento de semestre na faculdade, no trabalho e o recesso que só consegui descansar na segunda (e última) semana de folga; aquele velho sentimento que divido com meu eu interior que “estou negligenciando tempo”, quando o que eu mais devia era simplesmente me desligar do celular e do mundo para respirar e me reconectar. Tentei. Mas já foi. O ciclo da graduação está enfim se encerrando. Em meio a pressões vindas de todo lado, de comentários que “ela sonha pouco”, ter que aturar terceiros querendo apressar coisas que só eu deveria me preocupar, desviadas de stress alheio, vozes em volume moderadamente alto e portas batendo, chegou o momento de eu focar em mim mesma, mesmo que mais uma vez venham mais críticas destrutivas. Toda camin...

Menos 1 - uhuuu

Hoje foi meu dia de ser feliz, mesmo estando de TPM, mesmo com pessoas me aborrecendo, mesmo com piadas sem graça ao meu redor, mesmo com o motorista do ônibus indo lentamente pela Paulino Rocha liberada pra engatar 50km, mesmo gastando quase R$100 de remédio, mesmo eu chorando hoje pela manhã querendo muito um abraço... Mesmo com tudo isso, hoje foi meu dia de ser feliz. Fui ao psiquiatra e enfim, depois de quase 7 anos, eu entro em desmame de um remédio. Tá longe de alguém entender esse sentimento que eu tô sentindo, mas tanto faz, tem coisas que na minha vida, só eu vou entender. Mas sabe, eu queria poder ter alguém pra comemorar isso comigo. Comecei a tomar medicamentos pra depressão quando tinha 23 anos e quando parava de tomar algum medicamento, era pra inserir outro que fosse melhor ou que causasse menos efeito colateral, ou que me desregulasse menos da minha rotina diária. De lá pra cá aconteceu muita, mas muita coisa mesmo. Eu já me dopei querendo acabar com tudo, já experimen...