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Eu quero. Me encontre.

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Recomendo que você dê play. E siga a leitura. Existem tantas coisas no mundo que eu quero, que não só eu quero. Mas falando especificamente de mim, eu tenho tantas prioridades antes de qualquer outro prazer, que talvez não me sinta tanto no direito de sentir o que eu sinto. Mas quero, quero muito.  Quero você. Você que tem o abraço tão acolhedor, a altura perfeita pra mim; você que tem o olhar tão doce e ao mesmo tempo revolto feito o mar em tempestade, em maré alta... Eu não sei que cor você mais gosta, se tem uma banda preferida, se tem um autor de poesias ou romance que mais te encanta, mas é você quem eu quero. Você, que eu espero encontrar em um dia (ou dois) da semana, pra esquecer toda a correria que foi a semana, ou pra lembrar as coisas que me fizeram rir durante as frequências dos alunos e as reflexões das senhorinhas que tenho contato. Você, que também tem sua vida, suas alegrias, suas individualidades, seus amigos, seus ídolos e seus sonhos, mas que me escolheu. Escolhe...

Um quadro-branco, por favor

Comecei meu projeto de "caderno de sentimentos". Um novo amigo me mandou um vídeo semana passada dizendo que ia experimentar fazer um caderno de sentimentos e me perguntou se eu já tinha feito algo parecido. Não é novidade pra ninguém que eu vivo escrevendo ou rabiscando em qualquer pedaço de papel que encontro e antes mesmo de existir esse termo, escrevia nos meus bloquinhos de papel ou cadernos pequenos, que dessem pra carregar na bolsa, pra não deixar nenhum sentimento ou sensação se perder. Esses dias me veio aquele questionamento de novo, do porquê de eu não ter nascido uma pessoa comum como as várias que já existem. Não veria problema algum em ter alergia a algo, fosse poeira ou detergente, mas queria que meu psicológico fosse legal e que não tivesse desenvolvido nenhum transtorno. O que eu acho mais legal de escrever sobre mim é ler depois. Estar em um momento mais brando e conseguir me entender faz me faz sentir que eu nunca estive sozinha de fato como eu achava que e...

Zerado novamente

Nunca tinha chorado tanto em uma virada de ano - e espero que só na virada. Ontem a cidade parecia mais uma vez cenário de pandemia - ou cenário de ressaca. As ruas estavam vazias, os semáforos com as cores mais nítidas, sem trânsito, sem buzinas, sem supermercados abertos e até a farmácia perto de casa, que é 24hrs, só tinha uma porta aberta. Mas os hospitais estavam abertos... O calendário zerou novamente. Aqueles relógios digitais de rua indicavam 01/01. Dá realmente a impressão que eu ganhei mais uma chance. 2025 foi um ano tão conturbado pra mim que eu nem gosto de lembrar, principalmente porque foi escolha minha viver tudo o que eu vivi. Nada de vitimismo aqui, também tive parcela no meu sofrimento. Para além dele, eu pude ver o quanto sou uma mulher potente, mas se pudesse voltar atrás, escolheria reconhecer isso de outra forma. Queria poder dizer que nesse novo ano eu vou ser uma pessoa mais racional, sem tanto sentimentos correndo nas minhas veias, mas eu sou a Joice que sab...

A pessoa mais fantástica do mundo

É a sós que nós temos nossos momentos de mais reflexão. E de devaneios. Tá claro pra várias pessoas que me conhecem que o natal é de longe (e de perto) a data que eu menos gosto, mas esse ano não foi tão problemático pra mim. Tirando o calor, as dores e os fogos de madrugada, foi tudo muito bem, eu e minha companheira de todo dia nos alimentamos bem, dormimos bem. E sobrevivemos a mais um natal nessa metrópole. Comprei um vinho ontem e só tomei 2 goles, o que também não é novidade pra mim - meu organismo tem gostado cada vez menos da sensação de álcool, mas quem não gosta de experimentar algo diferente nessas datas comemorativas, não é? 6 dias para 2025 acabar e acho que estou bem. Eu não sou a pessoa mais fantástica do mundo, mas tenho sido o melhor que posso ser pra mim mesma. Hoje tirei um tempo livre para sair com a Tetê por aí, deixando ela me conduzir para onde ela queria ir, com o tempo que ela quisesse. Não durou muito tempo, infelizmente ela é bem cômoda com os lugares que já ...

Silêncio

Sinto que é um momento de permanecer em silêncio. Estou de recesso, e por mais que isso seja significado de pausa, tô correndo contra o tempo. Tirei o link desse blog do meu perfil do instagram, num sei se quero que as pessoas de lá me percebam, ou deixar exposto algo que as pessoas não ligam. Talvez eu passe um tempo escrevendo por aqui sem divulgar a alguém que tô escrevendo. Acho que essa é uma forma de "permanecer em silêncio". Costumo dizer que sou uma pessoa anônima, mas gosto de escrever e adoro saber que alguém já leu meus textos, por mais que as vezes eu não ache eles interessantes. A pré-estação chuvosa chegou em Fortaleza e os dias parecem mais mórbidos porque tá quase sempre nublado. Quente e nublado, em tempo de cair um balde d'água na nossa cabeça a qualquer momento. Ora o sol decide sair, ora ele se esconde e eu só queria ter um recesso sem sair de casa, mas já é terça-feira e sai em todas as manhãs desde então. A vida tem me exigido paciência pra muita coi...

Teorias de 2025 e a vida real

Tenho a impressão de já ter escolhido esse tema "vida real" esse ano aqui no blog, mas ok. Vamos de novo falar sobre isso porque é o que me resta, com tantas vivências diferentes que tenho tido. Hoje eu cai numa teoria da internet que diz que os relacionamentos que conseguirem sobreviver ao ano de 2025 podem suportar qualquer tipo de adversidade nos próximos anos, tudo isso por conta de numerologia. Bem, eu nunca fui de estudar sobre essas coisas, sigo mais o lado científico de tudo, mas com toda certeza posso dizer que esse ano tem sido bem diversificado de acontecimentos, momentos e situações, o que me faz pensar que não são só os relacionamentos que podem suportar qualquer adversidade se sobreviverem ao caos que 2025 está tendo. Eu por exemplo, particularmente se eu conseguir superar a maioria das minhas questões pessoais até o final do ano, vou ser um ser humano sei lá, 99% melhor e pra isso o pobre do meu terapeuta tem recebido mensagens minhas sem turno certo, sem hora ...

Fora da internet

Ontem não tomei tanto café, e dormi mais cedo. A vida fora da internet tem sido mais movimentada do que imaginei. Não tenho ligado tanto pra escrever por aqui, mas permaneço escrevendo à moda antiga, em cadernos ou qualquer pedaço de papel. Tenho me virado nos 30 porque o terapeuta está de férias, mas isso não quer dizer que tem sido ruim. O fato é que em algum momento a vida ia acontecer como tem acontecido: compromissos corridos no trabalho; a vida pessoal voltando ao normal depois de quase 10 anos na universidade; os desafios diários como dar atenção à Ártemis, ser dona de casa, conviver com minha irmã, administrar meus sentimentos e retomar os meus hobbies... Muita coisa, fora a saúde física que eu tenho tido mais atenção, e até mesmo preocupação. Meu coração anda mais calmo, e talvez tenha sido esse motivo que me fez escrever hoje, antes que todo mundo chegasse no trabalho: eu tenho sido feliz. Tenho me descoberto como uma pessoa boa para se relacionar, que empatia não quer dizer ...

Angels like you

Acho que quando a Miley Cyrus escreveu essa música, ela tava num momento "estar" borderline dela.  No capítulo 7 do livro "Mentes que amam demais", a Ana Beatriz Barbosa escreveu sobre Ser, estar ou parecer borderline , e isso me fez entender muita coisa sobre como as pessoas veem o borderline, até o ponto de se expressarem duvidosamente afirmando "então acho que sou borderline". Não é tão fácil saber como parece, mas como a própria autora diz no livro, o espectro varia e pode estar em várias pessoas que não tem o transtorno. E eu vejo isso na música Angels like you... Incontáveis vezes que ouvi essa música e chorei, chorei copiosamente e ao mesmo tempo ela me acalmou. Nela eu vejo muito do que eu já senti e do que eu sinto. A sensação de que eu não mereço alguém, porque em algum momento eu vou machucar essa pessoa. Parece que um filme se passa na frente dos meus olhos: os momentos felizes, as declarações de amor, os beijos apaixonados, os sussurros ao pé ...

Porta aberta

A alguns dias atrás eu desci do ônibus no lugar de sempre, vizinho à capela do bairro, e vi uma cena que parecia superficial, cotidiana, mas me fez pensar mais do que eu imaginava... Quando eu morava na minha cidade natal, só tinha uma igreja matriz e ela estava sempre aberta quando eu passava por lá. Raramente eu via ela com a porta fechada, só se fosse na hora de dormir. Mas eu nunca via alguém específico abrindo ou fechando. E numa tarde comum de terça-feira que eu voltava pra casa, vi uma senhorinha abrindo a porta da capela. De imediato um pensamento esquisito me veio na cabeça: independente de qual seja a porta que encontramos aberta, um dia ela precisou que alguém desse o primeiro passo para abrí-la.  Com o passar dos anos o corpo e a mente de uma mulher vão mudando muito a cada ano que passa, e depois dos 30 isso se intensifica mais. Seja hormônio ou nossos "divertidamente", parece que tudo aqui conspira pra se mexer de uma vez só, sem esperar a vez do outro e isso va...

Para Maria Sophia

Sophia, a tia é uma mera espectadora de toda sua trajetória dentro da barriga da sua mãe, mas sei o quanto você já é amada. Estamos no ano de 2025 e sabe-se lá se um dia você vai ler isso. Mas independente disso, no meu íntimo, eu desejo que você viva, Sophia. Viva muito e viva bem. Quando eu penso sobre quantas vezes a vida me fez pensar se eu seria capaz de realizar um sonho, de comprar algo que eu tinha muita vontade de comprar ou até mesmo de expressar um sentimento que era muito importante pra mim, vi como valeu a pena ter passado por tantos obstáculos que passei. E a vida, querendo ou não, é isso: sonhar, persistir e se jogar na vida, para aproveitar a oportunidade que temos de viver. Sophia, o mundo não tem sido um lugar fácil de se viver, de lidar. A violência tem tomado grandes proporções na nossa sociedade e junto a isso, tirando a chance de várias pessoas de bem de continuarem vivendo, de realizarem seus sonhos, de estarem juntos à sua família e celebrarem a simplicidade que...