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Mostrando postagens de 2025

A pessoa mais fantástica do mundo

É a sós que nós temos nossos momentos de mais reflexão. E de devaneios. Tá claro pra várias pessoas que me conhecem que o natal é de longe (e de perto) a data que eu menos gosto, mas esse ano não foi tão problemático pra mim. Tirando o calor, as dores e os fogos de madrugada, foi tudo muito bem, eu e minha companheira de todo dia nos alimentamos bem, dormimos bem. E sobrevivemos a mais um natal nessa metrópole. Comprei um vinho ontem e só tomei 2 goles, o que também não é novidade pra mim - meu organismo tem gostado cada vez menos da sensação de álcool, mas quem não gosta de experimentar algo diferente nessas datas comemorativas, não é? 6 dias para 2025 acabar e acho que estou bem. Eu não sou a pessoa mais fantástica do mundo, mas tenho sido o melhor que posso ser pra mim mesma. Hoje tirei um tempo livre para sair com a Tetê por aí, deixando ela me conduzir para onde ela queria ir, com o tempo que ela quisesse. Não durou muito tempo, infelizmente ela é bem cômoda com os lugares que já ...

Silêncio

Sinto que é um momento de permanecer em silêncio. Estou de recesso, e por mais que isso seja significado de pausa, tô correndo contra o tempo. Tirei o link desse blog do meu perfil do instagram, num sei se quero que as pessoas de lá me percebam, ou deixar exposto algo que as pessoas não ligam. Talvez eu passe um tempo escrevendo por aqui sem divulgar a alguém que tô escrevendo. Acho que essa é uma forma de "permanecer em silêncio". Costumo dizer que sou uma pessoa anônima, mas gosto de escrever e adoro saber que alguém já leu meus textos, por mais que as vezes eu não ache eles interessantes. A pré-estação chuvosa chegou em Fortaleza e os dias parecem mais mórbidos porque tá quase sempre nublado. Quente e nublado, em tempo de cair um balde d'água na nossa cabeça a qualquer momento. Ora o sol decide sair, ora ele se esconde e eu só queria ter um recesso sem sair de casa, mas já é terça-feira e sai em todas as manhãs desde então. A vida tem me exigido paciência pra muita coi...

Teorias de 2025 e a vida real

Tenho a impressão de já ter escolhido esse tema "vida real" esse ano aqui no blog, mas ok. Vamos de novo falar sobre isso porque é o que me resta, com tantas vivências diferentes que tenho tido. Hoje eu cai numa teoria da internet que diz que os relacionamentos que conseguirem sobreviver ao ano de 2025 podem suportar qualquer tipo de adversidade nos próximos anos, tudo isso por conta de numerologia. Bem, eu nunca fui de estudar sobre essas coisas, sigo mais o lado científico de tudo, mas com toda certeza posso dizer que esse ano tem sido bem diversificado de acontecimentos, momentos e situações, o que me faz pensar que não são só os relacionamentos que podem suportar qualquer adversidade se sobreviverem ao caos que 2025 está tendo. Eu por exemplo, particularmente se eu conseguir superar a maioria das minhas questões pessoais até o final do ano, vou ser um ser humano sei lá, 99% melhor e pra isso o pobre do meu terapeuta tem recebido mensagens minhas sem turno certo, sem hora ...

Fora da internet

Ontem não tomei tanto café, e dormi mais cedo. A vida fora da internet tem sido mais movimentada do que imaginei. Não tenho ligado tanto pra escrever por aqui, mas permaneço escrevendo à moda antiga, em cadernos ou qualquer pedaço de papel. Tenho me virado nos 30 porque o terapeuta está de férias, mas isso não quer dizer que tem sido ruim. O fato é que em algum momento a vida ia acontecer como tem acontecido: compromissos corridos no trabalho; a vida pessoal voltando ao normal depois de quase 10 anos na universidade; os desafios diários como dar atenção à Ártemis, ser dona de casa, conviver com minha irmã, administrar meus sentimentos e retomar os meus hobbies... Muita coisa, fora a saúde física que eu tenho tido mais atenção, e até mesmo preocupação. Meu coração anda mais calmo, e talvez tenha sido esse motivo que me fez escrever hoje, antes que todo mundo chegasse no trabalho: eu tenho sido feliz. Tenho me descoberto como uma pessoa boa para se relacionar, que empatia não quer dizer ...

Angels like you

Acho que quando a Miley Cyrus escreveu essa música, ela tava num momento "estar" borderline dela.  No capítulo 7 do livro "Mentes que amam demais", a Ana Beatriz Barbosa escreveu sobre Ser, estar ou parecer borderline , e isso me fez entender muita coisa sobre como as pessoas veem o borderline, até o ponto de se expressarem duvidosamente afirmando "então acho que sou borderline". Não é tão fácil saber como parece, mas como a própria autora diz no livro, o espectro varia e pode estar em várias pessoas que não tem o transtorno. E eu vejo isso na música Angels like you... Incontáveis vezes que ouvi essa música e chorei, chorei copiosamente e ao mesmo tempo ela me acalmou. Nela eu vejo muito do que eu já senti e do que eu sinto. A sensação de que eu não mereço alguém, porque em algum momento eu vou machucar essa pessoa. Parece que um filme se passa na frente dos meus olhos: os momentos felizes, as declarações de amor, os beijos apaixonados, os sussurros ao pé ...

Porta aberta

A alguns dias atrás eu desci do ônibus no lugar de sempre, vizinho à capela do bairro, e vi uma cena que parecia superficial, cotidiana, mas me fez pensar mais do que eu imaginava... Quando eu morava na minha cidade natal, só tinha uma igreja matriz e ela estava sempre aberta quando eu passava por lá. Raramente eu via ela com a porta fechada, só se fosse na hora de dormir. Mas eu nunca via alguém específico abrindo ou fechando. E numa tarde comum de terça-feira que eu voltava pra casa, vi uma senhorinha abrindo a porta da capela. De imediato um pensamento esquisito me veio na cabeça: independente de qual seja a porta que encontramos aberta, um dia ela precisou que alguém desse o primeiro passo para abrí-la.  Com o passar dos anos o corpo e a mente de uma mulher vão mudando muito a cada ano que passa, e depois dos 30 isso se intensifica mais. Seja hormônio ou nossos "divertidamente", parece que tudo aqui conspira pra se mexer de uma vez só, sem esperar a vez do outro e isso va...

Para Maria Sophia

Sophia, a tia é uma mera espectadora de toda sua trajetória dentro da barriga da sua mãe, mas sei o quanto você já é amada. Estamos no ano de 2025 e sabe-se lá se um dia você vai ler isso. Mas independente disso, no meu íntimo, eu desejo que você viva, Sophia. Viva muito e viva bem. Quando eu penso sobre quantas vezes a vida me fez pensar se eu seria capaz de realizar um sonho, de comprar algo que eu tinha muita vontade de comprar ou até mesmo de expressar um sentimento que era muito importante pra mim, vi como valeu a pena ter passado por tantos obstáculos que passei. E a vida, querendo ou não, é isso: sonhar, persistir e se jogar na vida, para aproveitar a oportunidade que temos de viver. Sophia, o mundo não tem sido um lugar fácil de se viver, de lidar. A violência tem tomado grandes proporções na nossa sociedade e junto a isso, tirando a chance de várias pessoas de bem de continuarem vivendo, de realizarem seus sonhos, de estarem juntos à sua família e celebrarem a simplicidade que...

Céu em chamas

Quase todos os dias eu vejo o céu pegando fogo.  Dentro de casa eu fico no meu mundo e às vezes parece tudo mais cômodo pra mim, mas é preciso sair pra trabalhar, pra ir ao médico, resolver nossos problemas, e o principal: viver.  Esses pequenos detalhes que vejo no raiar do dia me fazem lembrar de épocas e épocas que vivi no fundo do poço: a gente não tem esperança nenhuma de sair, se acostumar com a escuridão, com a solidão, com o sono constante, com os próprios pensamentos - e muitas vezes, pensamentos ruins. Ver a vida por uma nova perspectiva ainda é estranho pra mim, porque o tratamento médico dos meus problemas inibe um pouco dos meus sentimentos e da minha intensidade. Mas percebo que não foram suficientes para apagar de mim aquela vontade de escrever qualquer coisa sobre uma coisa qualquer kk  Talvez o pensamento acelerado me deixe empolgada, a ponto de não saber exatamente o que escrever, mas uma certeza eu tenho: os pequenos sinais da vida, do divino, as manife...

O que vem depois?

AVISO: Esse é um texto bem longo. Pegue sua bebida preferida e se deleite. Desde o começo do mês de agosto essa pergunta vem ecoando na minha cabeça... Em julho foi tudo muito intenso: os ajustes, reajustes, defesa, entrega e aceite do TCC na biblioteca; encerramento de semestre na faculdade, no trabalho e o recesso que só consegui descansar na segunda (e última) semana de folga; aquele velho sentimento que divido com meu eu interior que “estou negligenciando tempo”, quando o que eu mais devia era simplesmente me desligar do celular e do mundo para respirar e me reconectar. Tentei. Mas já foi. O ciclo da graduação está enfim se encerrando. Em meio a pressões vindas de todo lado, de comentários que “ela sonha pouco”, ter que aturar terceiros querendo apressar coisas que só eu deveria me preocupar, desviadas de stress alheio, vozes em volume moderadamente alto e portas batendo, chegou o momento de eu focar em mim mesma, mesmo que mais uma vez venham mais críticas destrutivas. Toda camin...

Menos 1 - uhuuu

Hoje foi meu dia de ser feliz, mesmo estando de TPM, mesmo com pessoas me aborrecendo, mesmo com piadas sem graça ao meu redor, mesmo com o motorista do ônibus indo lentamente pela Paulino Rocha liberada pra engatar 50km, mesmo gastando quase R$100 de remédio, mesmo eu chorando hoje pela manhã querendo muito um abraço... Mesmo com tudo isso, hoje foi meu dia de ser feliz. Fui ao psiquiatra e enfim, depois de quase 7 anos, eu entro em desmame de um remédio. Tá longe de alguém entender esse sentimento que eu tô sentindo, mas tanto faz, tem coisas que na minha vida, só eu vou entender. Mas sabe, eu queria poder ter alguém pra comemorar isso comigo. Comecei a tomar medicamentos pra depressão quando tinha 23 anos e quando parava de tomar algum medicamento, era pra inserir outro que fosse melhor ou que causasse menos efeito colateral, ou que me desregulasse menos da minha rotina diária. De lá pra cá aconteceu muita, mas muita coisa mesmo. Eu já me dopei querendo acabar com tudo, já experimen...

Hysteria

Sempre quando ouço essa música, lembro de tempos remotos da minha vida, onde eu toquei o foda-se e aproveitei a vida como nunca tinha me permitido antes. Lembro das vezes que saí em busca de algo que preenchesse o vazio que me faltava, de quando eu fiz vários piercings que jamais pensaria em fazer e até de quando fui à barzinhos assistir cover de bandas que conhecia e até que não conhecia também. Tudo em busca de algo, de alguém, de algum motivo para me manter viva. Ou me sentir viva. As vezes vejo que esse estilo de vida é infeliz, e não é a toa porque já ouvi relatos de pessoas que vivenciaram essa fase comigo e a gente pensa "naquele tempo eu tava perdid@". Sabe o que é mais engraçado? Foi pouco tempo antes da pandemia, e realmente parece que as pessoas já se encontravam com o "sensor de direção" meio abalado, procurando motivos pra sair, pra ser feliz ou pra demonstrar o mínimo de alegria que fosse e tirar aquela selfie, gravar um story e se certificar que o mun...

Kessya casou

E no meu íntimo, sei que um dia também serei eu. Conheci a Kessya por um "acaso": estava ficando com um rapaz o qual ela já tinha namorado e cá pra nós, foi um péssimo namorado pra ela. Futuramente eu ia perceber que ele era péssimo pra mim também. No começo ela não se identificou com o nome dela, mas eu sabia que era ela e como mulher, fiquei curiosa pra saber o porquê ela tinha ido ver minhas redes sociais, ou ao menos o que eu postava, principalmente quando usou um perfil alternativo que não dizia o nome dela. Sei lá, o meu instinto sentiu que ali tinha alguma coisa. E tinha, várias coisas. Kessya se desculpou por ter fuçado meu story naquele dia, mas se eu pudesse dizer algo pra ela hoje, era um sincero "obrigada por ter ido ver meu story naquele dia". Isso me salvou, com toda certeza. Ela me contou que as pessoas nem sempre são o que parecem ser e eu pedi pra ela ir direto ao ponto. Ela me contou que foi agredida pelo meu então ficante, ex-namorado dela. Que el...

Sumiço por sumiço

Dei umas paradas na estrada, talvez pra olhar mais a paisagem e me situar na vida. Deixei pra trás alguns comportamentos, algumas dúvidas e outras indagações vieram de encontro ao meu eu, com um foco maior em mim do que em qualquer outra pessoa. Se fosse uns meses atrás, talvez eu considerasse isso um ato de egoísmo, contudo o meu GPS interno deu uma regulada, dando um sentido diferente nos meus caminhos. Esse último mês foi tão corrido que nem lembro a última vez que parei pra escrever algo que eu sinto. O que lembro é que cheguei a escrever no papel, não tanto como gostaria, mas escrevi. Tento sempre deixar esse meu costume vivo, pra que não se perca como já se perdeu algumas vezes. Voltei aos costumes de Joice de 20 e poucos anos que quando encontrava um pedaço de papel, começava a riscar, a pensar, a anotar qualquer coisa que viesse à mente. E nisso eu fiquei pelos papéis. Fiquei pelos papéis, pelas sessões de terapia, pelas críticas diárias e esforços no trabalho. Fiquei pelo está...

Não posso, mas quero.

Quero morrer... A última semana tem sido de infelicidade, um dia após o outro e sinto que não tô conseguindo mais esconder. Já não consigo ver o borderline nisso, e sim um estado completo de depressão. O meu corpo dói, o meu peito dói, a minha cabeça dói e eu não consigo pensar direito sobre mim mesma, sobre o que vou fazer amanhã, sobre o que eu devo fazer amanhã devido às minhas obrigações, e a minha maior vontade é de abandonar tudo e sumir. Não sei exatamente se isso é a falta do remédio ou se é a influência dos humanos ao meu redor. Quando eu falo dessa forma, parece que eu sou uma pessoa anormal, extraterrestre, mas quem tem sentimentos assim como eu tenho e sinto as coisas como eu sinto, não vejo outra forma de me caracterizar a não ser sendo uma pessoa de outro mundo. O que eu mais queria nesse exato momento, era sentir carinho. Uma mão afagando o meu rosto, um abraço forte que me acolhesse e me desse segurança; palavras de conforto, palavras que me dão certeza de que tudo vai ...

Abalos sísmicos

Aquela história de que "cada pessoa é um mundo" nunca fez tanto sentido. Se cada pessoa tem/é um mundo, nesse mundo existem territórios que com certeza em algum momento serão impactados por alguma atitude ou situação, natural ou antrópica. O meu mundo, agora, se encontra em um abalo sísmico. Quando minha pressão cai, parece que a qualquer momento todo o resto do mundo vai cair junto. E como as placas tectônicas, em um ato de choque, minhas mãos tremem: como um terremoto. Nesse instante eu só queria chorar. Nesse momento eu me sinto como um planeta, sozinho, que talvez não tenha nenhum satélite natural que me faça companhia. Indefeso, à mercê de uma chuva de meteoros imprevisível, que em algum momento vai deixar marcas em mim, algumas até eternas. Me pergunto a todo instante se todo o sofrimento que passo é por minha culpa, onde foi que eu errei, onde que eu pequei ao tentar amar, ao tentar expressar meus sentimentos e não ser entendida, não ser acolhida. De que vale a pena es...

Alguém

Alguém que esteja apto a ser importante, pois vai ser. Alguém que queira ser amado verdadeiramente (e intensamente). Alguém que seja mente aberta, pra conhecer um mapa cheio de perfeições e inconsistências. Alguém humano, que saiba olhar nos olhos e acolher uma pessoa medrosa... Alguém que queira continuar crescendo na vida, pra ter uma sintonia recíproca. Alguém que não sinta pena de mim, mas que me abrace quando eu estiver chorando. Vou precisar. Alguém que tenha histórias pra contar, porque vamos fazer mais histórias juntos. Alguém sincero, porque minha alma pede e eu não posso negar o básico pra ela. Alguém que saiba o que é felicidade, pois quero (e farei o que puder para) que sejamos. Alguém que já tenha sofrido, pra ser empático comigo e com minhas cicatrizes. Alguém que valorize tempo de qualidade, porque eu gosto de presença. Alguém carinhoso, porque é um ato involuntário de quando sinto afeto. Alguém que tenha paciência, pois aqui temos territórios complexos a explorar. Algué...

Levantando

Dizem que o importante não é quantas vezes você cai, mas sim quantas vezes você levanta. E mais uma vez eu levantei.  Não sou o tipo de pessoa que pratica autopiedade, sei reconhecer quando erro e sei mais ainda quando devo pedir desculpas, perdão, ou quando não devo fazer nenhum dos dois. As últimas semanas foram de adoecimento, e só Deus sabe como eu sobrevivi. Parece que toda queda de sanidade psíquica derruba minha imunidade, e se eu tiver certa, isso me deixa muito triste. Mas enquanto eu não descubro se é verdade, me recordo dos momentos de aprendizado nesse turbilhão de emoções que eu passei. Tivemos um feriado prolongado o qual eu fiquei horas e mais horas no hospital, tomando medicamentos, passando mal, tirando sangue e quase desmaiando, sem fome, com dores e sem sono. Esse tipo de situação sempre me faz ficar muito pensativa sobre mim mesma, de como eu venho levando a vida, à quem eu estou direcionando minhas energias, acabo por me avaliar como mulher, como ser humano, co...
Esse texto não tem título.  Talvez seja o texto mais esquisito que eu já escrevi um dia. Mas tudo isso tem um motivo: Dor. Ser/Ter borderline nunca foi uma escolha. Quando recebi o diagnóstico, achei que as coisas seriam mais fáceis dali pra frente. Sinto que quando encontrei um remédio que funcionou comigo, que amenizou minhas tristezas, eu vi uma luz no fim do túnel. Mas hoje eu me vejo no escuro. Totalmente. Estou escrevendo aqui porque tentei no papel, mas minhas mãos não deixam. Ultimamente tenho tido tremores constantes, e meu psiquiatra disse que podem ser episódios de ansiedade (constantes, diga-se de passagem). Tenho andado sempre à flor da pele, como se tivesse muitos sentimentos acumulados, e se confundindo, brigando dentro de mim e na minha cabeça. Como dizia Chester, minha cabeça não é o melhor lugar para eu morar. Essa frase fica se repetindo o tempo todo na minha cabeça. Chegou a um ponto de eu tentar fazer até o que era ruim pra mim, tentando fazer a dor passar. Eu ...

A sensação do nada

É domingo a noite, e você com certeza sabe que sensação é essa. Só o que eu consigo sentir agora é uma dor de cabeça imensa. Um pouco mais cedo estava escrevendo sobre os dias de paz que eu vinha sentindo, mas parece que o universo gosta de me testar, de me desestabilizar, assim com a minha mente e algumas pessoas. O meu peito tá doendo, a vontade que eu tenho é de chorar. Vi o crepúsculo e com ele, uma aflição esquisita. E sei lá o porquê que eu fico logo associando coisas na minha cabeça, mas o que eu mais queria era sentir a paz a qual estava escrevendo mais cedo. Agora eu só queria rasgar o meu peito pra preencher o vazio que tô sentindo, sanar um pouco essa dor e a sensação de ser uma grande idiota. Tentei ter um dia produtivo, mesmo que fosse um domingo... O sol saiu com tanta força, que eu quis aproveitar minha boa energia somada aos efeitos dos meus medicamentos. Mas sei lá, parece que agora tudo que eu fiz hoje não valeu de nada, mesmo que eu tenha feito algum esforço. Me sint...

O CVV me salvou

Olá caros leitores, já fazia um tempo que eu não vinha aqui dar notícias mais detalhadas sobre mim (o que realmente não costumo fazer, pois escrevo sobre aleatoriedades). Depois de um fevereiro cheio de provações, achei que tinha chegado o meu momento de descansar. Estava enganada. Dia 1º de março já tive um stress em casa, o qual me resguardo de aprofundamentos, os meus mais próximos sabem e sabem que não é de hoje que isso vem acontecendo. O fato é que isso me deixa muito ruim, de um jeito que eu perco as forças, a vontade de fazer o que eu teria que fazer, e não consigo pensar nem mesmo que existe um horizonte que me espera, coisas boas a conquistar, a chance de sair do lugar onde estou e conquistar minhas próprias coisas mesmo que na minha velocidade, porém sem críticas e sem grosserias e afins. A minha sorte é que eu tenho anjos, os quais posso chamar de amigos :) Eu não sei o que seria de mim sem eles, sem essas poucas pessoas que eu posso contar nos dedos das mãos (e ainda sobra...

Sobre forças divinas

Mais um dia vai terminando, e o sentimento é que eu estou viva hoje por misericórdia de alguma entidade que tem muito carinho e amor por mim. O mês de fevereiro foi muito, muito ruim. Acho que nunca tinha sido desse jeito antes. Nunca havia me questionado tanto sobre minha existência, minha resistência e os motivos de continuar tentando, lutando e pensando em recalcular minhas rotas. No mês de janeiro recebi o diagnóstico de rinite e até aí tudo bem, o problema foi a primeira crise que eu pude constatar que aquilo era a rinite. Segundo meu psicólogo, meu psicológico estava abalado por estar passando pela fase de visitas em casa, cobranças e autocobranças, mudanças no trabalho e fim de semestre da faculdade. Esse combo foi crucial pra que sei lá, meu corpo emitisse um alerta de “PARE”, mas do modo dele (o que não foi nada legal). É o que dizem, se você não para, algo vai parar você. Achei que meu nariz não sobreviveria, quem dirá eu mesma. Já tava virando cadeira cativa no hospital, na ...

Destruída

Algumas dores que sentimos não tem muita explicação, nós só temos a dádiva de senti-las o mais profundo que podemos, mesmo sem querer. Porque toda dor nos ensina alguma coisa. As vezes acho que meus momentos de felicidade me ensinam mais do que meus momentos de tristeza, porque como border que sou, a estabilidade emocional é um sonho de consumo. Sempre me questionei porque eu não conseguia ficar muito tempo feliz, desde mais nova, na adolescência ainda. Com o diagnóstico, muita coisa ficou clara, mas o sonho de ser feliz sem saber que pode acabar daqui 1h ou 1 dia, sempre esteve no meu coração. Essa semana mesmo eu fiquei bastante alegre, me permiti muita coisa: tomar iniciativas, ser ousada, fazer ligações, rir, fazer umas piadas, mas no fim do dia meu tapete foi puxado... E eu sei que a realidade dói, mas não pensei que um choque de realidade fosse tão grande a essa altura do campeonato, quando eu já senti tantas dores físicas. Quando a dor vem de dentro pra fora, é bem pior, o corte...

Maturidade

A maturidade vai deixando a gente mais frio, seja pra chorar ou pra assumir os erros. Antes eu chorava quando errava; hoje eu reconheço meu erro e o reparo, caso possa. Não existindo uma forma de remediar as coisas, o que me sobra é seguir a vida e ter humildade de tentar não errar mais. A maturidade nos leva pra longe dos problemas, pelo menos os que eu consigo ver: pessoas, situações, ambientes tóxicos e até mesmo os lugares que eu considerava acolhedores. A maturidade já me tirou da fossa e também me poupou de me colocar do mesmo buraco que já saí, e mesmo assim ainda tenho que ficar relembrando de fatos ruins pra não voltar até lá. Aqui vemos uma situação em que só a maturidade não é suficiente. Prossigamos. A maturidade já me deixou sem sentimento algum, e por mais que eu já tenha dito em alguma situação que isso era culpa do antidepressivo, sinto muito, não era só ele. Tinha alguma parcela das tantas vezes que já passei pela mesma ocasião, ou percebi que não me cabia mais ali: nã...

Sobre precisar

Já faz uns dias que eu me sinto precisando de algo. Ou de alguém. Ou de alguma coisa. Só não sei exatamente o quê e também não esteja tão disposta a saber. Sinto minhas costas doendo, como se algo dentro de mim estivesse pesando e eu não esteja conseguindo dar conta. Na verdade eu raramente sinto que dou conta das coisas como as pessoas dizem que eu consigo, que eu posso, que eu sou.  As vezes acho que preciso ficar sozinha pra pensar, pra reorganizar minha "caixa de pensamentos", separar os sentimentos, isolar um pouco tanto querer e ver o que eu realmente preciso e o que está ao meu alcance de conseguir e deixar de desejar coisas que claramente eu não vou conseguir ou não depende só de mim para que eu consiga. É duro isso tudo. As vezes acho que preciso escrever até meus dedos doerem, caírem, minhas mãos cansarem, meus pulsos penderem e eu enfim desistir de tentar traduzir o que eu sinto aqui dentro em palavras, porque no fundo eu não consigo falar. Sempre que eu tento fala...

Ao meu favor

Todo começo de ano eu penso que alguma coisa boa pode acontecer, sem que eu esteja esperando. E vou vivendo. E o que acaba acontecendo é que eu esqueço disso, ou quando lembro estou cansada demais pra pensar exatamente o que é a coisa boa que poderia me acontecer sem eu esperar. Já tive minha primeira terapia do ano, já tive gatilhos que me fizeram chorar, já tive raiva, já tive peso na consciência e também me tiraram esse peso. Tem momentos que eu acho que o universo tá ao meu favor, mesmo que eu ache que ele tá de onda com a minha cara.  Quem me vê, não imagina o caos que é minha cabeça, meus pensamentos, meus sentimentos, meus receios, meu nível de energia e como eu sou sensível a praticamente tudo que respira nessa atmosfera. Uma pessoa sensível tem seu lado bom e seu lado ruim e a última semana foi legal porque ouvi uma frase que de certa forma é algo que é meu: você é fofa. Já está saudavelmente comprovado que não sou fofa de gorda (hoje vi que to com 1kg a menos!), então ach...